O Timão é tri!!!
O que eu já tomei de bronca por ainda não ter postado nada sobre a vitória do Timão, não está escrito. Mas este blog é espaço de prazer, não de obrigação. De dividir alegrias, de debates, de críticas, sugestões e até de crises, por que não? Então eu estava aproveitando meu período de vitória-ressaca-sono, e agora volto à vida.
E volto mais feliz do que nunca, com esse título mágico que o Coringão conquistou na última quarta-feira. E pelo que soube e já conversei por aí, foi igualmente mágico não apenas para os sortudos que puderam ir a Porto Alegre e acompanhar o jogo e a festa de perto. Ouvi depoimentos vários de amigos que estiveram no Parque São Jorge e se emocionaram muito com a festa, com a massa, com a torcida de novo e cada vez mais presente nas terras sagradas que beiram a marginal. Soube de quem saiu para a Vila Madalena, que se acabou na farra e na bebedeira. Dos amigos que fecharam a Avenida Paulista para fazer bagunça, buzinaço e chacoalhar com orgulho suas bandeiras. As bandeiras do TRI-CAMPEÃO.
Um amigo, no estádio, me disse: ‘Foi mais difícil conseguir o ingresso do que ganhar o jogo’. E de fato foi assim. Com o resultado positivo que o Timão já tinha conquistado aqui em São Paulo, no jogo do Pacaembu, não precisava de muito para ser campeão. E quando, em meia hora de partida, abriu 2 a 0 no placar, respirei aliviada o ar frio do Beira Rio e pensei quieta, comigo mesma: “Somos campeões”. Ao contrário de outros que se empolgaram e começaram a cantar vitória, fiquei piano. Não curto isso. Até porque, futebol é uma caixinha de surpresas, como todos bem sabemos e lembramos, e eu não curto surpresa de mau gosto. Cautela e humildade não fazem mal a ninguém, mesmo quando o adversário precisa de cinco gols.
Dito e feito, o Inter continuou jogando bola –eu disse que final era coisa para time grande, vocês devem se lembrar– e trouxe mais emoção ao jogo.Empatou, o que me deu certa melancolia, porque a vitória é mais vitória quando a gente ganha. Mas acabou assim, empatado, e o título é nosso. A festa é nossa, o caneco vem para nossa casa. Junto de nossos heróis. E posso dizer que me sinto tão feliz e orgulhosa pelo nosso tri-campeonato quanto pela nossa equipe. Finalmente, depois de uma longa época de caos e sombra, conseguimos ter um time em harmonia, que joga bola com alegria, que trabalha em comunhão, que representa e honra o Timão como se fosse qualquer um de nós, torcedores, ali em campo.
E agora temos um Centenário e uma Libertadores a ser conquistada. Novo desafio lançado ao gênio Mano Menezes e a sua trupe, que, espero, continuem trabalhando com a mesma seriedade, serenidade e união de sempre. Porque, lembremos, as janelas estão aí, e atletas devem ir e vir, pelo menos alguns poucos (e isso seria bom para o Timão, que afinal de contas ainda tem dívidas e precisa pagar as contas). O ideal é que aconteça, nesta segunda metade de ano, o que aconteceu no ano passado: sigamos com um time com uma estrutura forte, uma base estável, para no ano que vem entrarmos fortões rumo ao título mais querido dos últimos cem anos.
Agora é ir para o Pacaembu na quarta-feira, aproveitar a véspera de feriado para fazer a segunda parte da festa, em casa, com o Coringão e a Fiel juntos de novo, e para sempre. E, por que não sonhar?, só para a temporada não perder a graça: RUMO À TRÍPLICE COROA! Vai, Corinthians!


