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O Corinthians que não é o Corinthians

A Michele bem que veio aqui protestar que eu só andava postando quando o Corinthians ganhava, mas agora que isso não ocorre há tempos, achei melhor ressurgir, senão, do jeito que anda, teria de abandonar o blog por prazo indefinido.

Não vou filosofar ou me prologar muito no assunto, porque há pouco a ser dito. Se Mano Menezes, sujeito mais equilibrado do mundo, anda tenso, imagina eu. E sei que a Fiel Torcida me acompanha em minha indignação. Por um simples e único motivo:

Esse Corinthians que estamos vendo jogar não é o Corinthians.

Pelo menos não na forma em que nos apaixonamos por ele, não na força com que sempre vimos ele lutar, não no espírito guerreiro que sempre o motivou. Esse que está aí é um qualquer, um Corinthians do Paraguai, do Paraná, de Alagoas. O nosso Sport Club Corinthians Paulista não é.

Eu digo, porque tenho certeza. O meu Corinthians briga até o fim, em campeonato de bolinha de gude, sinuca, boliche. Em se tratando de Campeonato Brasileiro de Futebol então… O meu Corinthians sempre honrou as disputas do Brasileirão (mesmo em 2007, quando caímos não por covardia ou vagabundagem, mas por falta de competência pura e simples). Nunca desistiu, deixou para lá, entregou o jogo.

O meu Corinthians fica feliz da vida quando vê a Fiel lotando o Pacaembu e põe o coração em campo para retribuir o amor, a dedicação e a alegria que vêm da arquibancada. Nunca, nesta vida ou na outra, o meu Corinthians vai achar que tudo bem não ganhar dentro da nossa própria casa. Nem uma vez, nem muito menos várias seguidas.

O meu Corinthians tem, por tradição, jogadores guerreiros, raçudos, que entendem a honra de representar o manto sagrado. Cumprir tabela é algo que eu não conheço, nem o meu Corinthians. Achar que o dever já foi cumprido também é algo inadmissível aqui no meu time, o campeão dos campeões, que quer ganhar tudo, mesmo quando não precisa de nada.

Não precisa de títulos, pois independente disso já é o maior. Mas precisa de reverência, de respeito, de honra e dedicação eternas. E disso, eu e meu Corinthians fazemos questão.

Portanto, peço encarecidamente a quem por engano levou meu Corinthians e deixou esse tratante no lugar, favor se apresentar para que o equívoco seja desfeito.

A Fiel agradece.

O Corinthians (quase) ganhou

Depois de séculos e séculos sem jogo do Timão (já que domingo passado foi WO), voltamos com a programação normal deste blog, mas com um resultado para lá de anormal: eis que o Timão só QUASE ganhou dos saltitantes tricolores do Morumbi.

QUASE porque, além de perder gols imperdíveis, teve de engolir quadrado um lance impedido (30 cm em clássico é equivalente à distância daqui até o Japão, seu bandeirinha!) que acabou empatando a partida. E se gol impedido estava valendo, queria entender por que o NOSSO foi invalidado. Ainda por cima Ronaldo teve clemência e perdeu cara a cara com o goleiro. Então, acabou assim: um mísero pontinho e nossa QUASE vitória.

O Corinthians entrou forte em campo, com sua formação mais vencedora, ou seja, três atacantes. Defederico estreou com a 10 e a responsabilidade gigante de, em 90 minutos, se transformar em nosso novo maestro. Chicão estava fora, e a preocupação maior era essa, já que Paulo Henrique e William formam uma zaga eficiente, porém mais lenta.

No primeiro tempo jogamos basicamente no contra-ataque, e foi justamente de um lance como esse que nasceu o golaço de André Dias Ronaldo. A marcação são-paulina se enrolou inteira, André Dias matou o goleiro e praticamente fez contra, deixando para o Gordo (genialmente posicionado) apenas completar, com a categoria que lhe é peculiar. E a tarde ensolarada ficou mais feliz para todo mundo que é corinthiano.

Reveja o gol e tenha mais um momento de satisfação na vida

No segundo tempo, o jogo permaneceu mais ou menos igual. Nossa defesa eficientíssima, e o ataque adversário quase sempre adiantado –como também aconteceu no gol (e se você prestar bastante atenção, verá que além de Washington, que recebeu a bola, tinha mais uma dúzia de tricolores a frente de nossa linha de defesa). Defederico foi bem, mostrou agilizade, mas cansou logo. Juci não é brilhante, mas representa demais. E o ataque tentando, tentando, e desperdiçando.

O que mais me incomoda, preciso confessar, é Marcinho. Ele mata nossa esquerda, tanto no poder de ataque quanto na marcação. Percebam a dificuldade que é para Dentinho receber a bola e conseguir criar. André Santos cometia falhas na defesa, mas tinha talento e conseguia segurar a bola, e aí já era meio caminho andado para não tomarmos tantas investidas ali pela lateral.

O duro é que o Corinthians começa forte e inevitavelmente termina dependendo de Bill, Souza e Moradei, o que, convenhamos, dá uma certa melancolia, aquela vontade de sentar e até parar de xingar o árbitro, porque você ainda tem esperanças, mas já sabe que vai ser complexo.

Enfim, tem rodada a beça ainda, mas eu acho que seria mais agradável para todos nós se o Corinthians começasse a brigar com um pouco mais de veemência pelos três pontos. Senão, amigo, a gente vai ver Goiás no G4 e começar a achar normal.

Vai, Corinthians!

Quem aguenta?

Não aguento mais tanto tempo sem Corinthians…

Quem acredita…

Foi longe a festa de aniversário do Timão neste ano. Dia 1º só alegria, com a inauguração do relógio no Parque São Jorge e o início da contagem regressiva para o Centenário. Faltam 362 dias e muito trabalho para a festança maior do mundo.

E ontem a balada ficou completa, com o Corinthians no lugar em que precisar estar -dentro de campo- e a Fiel, como sempre, na arquibancada dando show. Foi lindo e emocionante o “Parabéns a você”, as bexigas, as faixas de 99 anos. E mais lindo ainda foi o resultado final.

Aos poucos os titulares estão voltando, os novatos se entrosando, e estamos chegando lá. Como Mano Menezes bem disse, estamos melhorando nossa produtividade. E seguimos na briga!

Foi de virada a vitória de ontem sobre o Peixe, que abriu o placar na nossa própria casa e achou que ia ficar assim mesmo. Eu gosto tanto quando o Corinthians não para, não para, não para. Porque a gente passa a acreditar até o fim que vai dar tudo certo, que vamos empatar, que vamos golear, que a maré tá cheia tá tá tá tá tá. E quem acredita, alcança.

Foi êxtase generalizado -do time e da Fiel- na noite calorenta de ontem no Pacaembu. E já tem corinthiano fazendo as contas, zicando os adversários, dizendo que pintou o campeão. Eu não sou de antecipar fatos, gosto de ver o minuto a minuto, até o fim. Mas eu acredito. E vocês?

Vai, Corinthians!!!

Mano Menezes brilha muito no Corinthians

Daqui de onde eu vislumbro o Corinthians, Mano Menezes brilha muito. Sem jamais perder a calma, a superioridade, o respeito pela Nação e pelo clube, e a paciência com o elenco, é dele a responsabilidade pelo nosso levante. O treinador alvinegro, diante do caos absoluto, com torcida gritando na orelha, o time lesionado e a janela escancarada, teve a frieza que até então só conhecíamos de Ayrton Senna. Recriou a equipe corinthiana brilhantemente com as peças que tinha à disposição. E MARCA MAIS SEIS PONTOS AÍ NA NOSSA TABELA!

O time que vem representando o Corinthians não é brilhante, todos sabemos. Ainda espero as reposições. Há erros básicos, tanto na marcação (o que foi o gol de ontem, nas costas de Chicão?), como no meio e no ataque. Mas está bem posicionado (contra o Galo, Moradei teve DUAS chances de chutar a gol, posicionado no centro da entrada da área, esperando o rebote. MORADEI!!!) e taticamente vem funcionando. Eficiência, é isso que interessa. E bola na rede. Estamos na briga!

No jogo contra o Inter, tínhamos quatro titulares: Chicão, Elias, Jorge Henrique e Dentinho. O resto era reserva ou novo. Por causa da chuva, Mano não havia conseguido nem fazer um coletivo com o time que escalou para entrar em campo, o que me deu medo no início, mas depois me fez ver que ia funcionar: o Corinthians cresce na raça, basta ter sangue correndo na veia e suor escorrendo na testa. E todo mundo foi pra cima. Com erros, com problemas, com ausências que muito prejudicam nosso desempenho. Mas o Timão foi para cima, e é isso que a Fiel quer.

Preciso destacar aqui o heroísmo de Jorge Henrique. Considero que ele seja um dos atletas que chegaram ao Corinthians desacreditados. Não que eu duvidasse de seu bom desempenho, mas jamais o achei craque. E depois de quase um ano representando nossa camisa, faço questão de dizer que tem minha admiração. Apesar de muitas vezes passar quase despercebido –talvez pela presença de Ronaldo no ataque–, salvou nossas vidas em muitos muitos jogos. E mais que isso: é incansável. Está na direita, na esquerda, no meio, no ataque e, de repente, surge na defesa. Soube construir sua história dentro do clube, falando pouco e jogando muito.

Mas voltando a Mano, em entrevista ontem, ele disse que ainda acha cedo para dizer que brigamos pelo título. Semana passada, falávamos em desmanche e crise. Hoje, estamos a seis pontos do líder. É seguir com o trabalho sério, recuperar a cambada machucada e bater um papo com São Jorge. Estamos na briga, sim! A Fiel tá aí para dar toda a força necessária. Hoje e sempre.

Aqui é Corinthians!
Erro de arbitragem?
Põe no DVD!!!

DOMINGO TODO MUNDO NO PACA.
E LEMBRANDO DO DIA DO CORINTHIANS!!!
EM 1º DE SETEMBRO, O MUNDO SERÁ PRETO E BRANCO.
AJUDEM A DIVULGAR: www.diadocorinthians.com.br