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O importante é competir?

Todos nós corinthianos acordamos nesta manhã de quinta-feira com aquela amargura, aquela ressaca, aquele gosto de cabo de guarda chuva na boca. Alguns de nós, pior ainda, acordaram com tosse, gripados –e espero que nenhum de nós com pneumonia. Não, não caímos na vida e enchemos a cara ontem. Nós fomos ao Pacaembu às dez da noite, pagamos ingresso, enfrentamos frio, chuva e assistimos o Corinthians não se classificar para a etapa final do Paulistão.

Comemoramos os 5 a 1 em cima do Rio Claro. Os gols de Ronaldo, de Dentinho, de Roberto Carlos. Celebramos um time que começa a mostrar, em abril, os primeiros sinais de entrosamento, de afinação, de toque de bola como ingrediente primário e primordial do bom futebol.

Fizemos festa, e eu só sei que a cantoria foi diminuindo, o volume foi baixando, e ninguém mais estava preocupado com o jogo que se desenrolava ali na nossa cara. A gente queria era que o placar começasse a transmitir as outras partidas da rodada para ver que destino esse futebol paulista guardava para a gente.

Mas a lição maior que eu aprendi na vida, a duras penas, é: o pior erro que o Corinthians pode cometer é depender de mais alguém que não ele mesmo (passa brevemente na sua mente a imagem de gremistas e colorados abraçados, lá no Sul, no fatídico dezembro de 2007?). Os anti estão aí é para isso mesmo.

E o Corinthians é gigante por isso mesmo. Absolutamente tudo o que ganhou, toda a história que escreveu, as tragédias, as vitórias, as voltas por cima, os campeonatos, as viradas, os gols aos 47 do segundo tempo, os gritos de “é campeão” quando não se acreditava mais… Tudo isso o Corinthians ganhou sozinho. Com a Fiel, até o fim. E é assim que tem de continuar sendo.

Então é ano de Centenário, contratamos bem demais no início do ano, estamos de olho na Libertadores e com tudo pré-penhorado para ir aos Emirados Árabes. Estamos na pegada de ganhar tudo, de passar um ano em êxtase, festa, luxo e riqueza. De viver Corinthians todos os dias do ano, debaixo de chuva, de sol, enchente, terremoto e vendaval. E a impressão que eu tenho é que o Mano continua acreditando, mesmo depois do último Brasileiro, que o importante é competir.

Na boa, a Fiel deu show. Apoiou demais, honrou a camisa, esteve presente. Assistiu a empates com times medíocres e a derrotas para times débeis, como se não houvesse amanhã. E na hora da iminência de crise, fez o quê? Foi lá no Parque São Jorge apoiar. Estamos com o coração a mil e, ainda assim, tentando manter a cabeça fria. Estamos, talvez numa iniciativa inédita, tentando administrar os ânimos para que os jogadores não tenham piriri. Para que tenhamos as condições perfeitas de temperatura e pressão para abraçar a tão querida Libertadores 15 dias antes do “Parabéns a você”.

Estamos pedindo, com educação e respeito, padrão de jogo, atenção ao preparador físico, concentração, vontade de ganhar. Estamos VIVENDO E MORRENDO PELO CORINTHIANS NESTE ANO, e eu não quero saber de “o importante é competir”. Para mim, o importante é COMPETIR COM DIGNIDADE, COM RAÇA, COM INTELIGÊNCIA E COM VERDADEIRA GANA DE VENCER.

Sim, estou amarga, estou de ressaca, estou frustrada. Mas estou olhando para a frente. ESTOU, MAIS DO QUE TUDO, PRONTA PARA CONTINUAR COBRANDO SERIEDADE. E para continuar enfrentando corneteiro covarde que decidiu agora criticar o Corinthians. Desprezo quem só sabe ter orgulho do próprio time quando ele ganha. A Fiel não é assim, nunca foi e não vai ser.

Eu nunca vou te abandonar, porque te amo.

EU SOU CORINTHIANS

Nova camisa

Não basta ser roxa, tem que polemizar.
O que tem de tão errado em seguir as tradições?
Não entra na minha cuca quadrada.

E você? O que achou? Fala aí!

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A torcida onde ela tem que estar: dentro do clube

Foi lindo o encontro de todas as torcidas corinthianas homenageando os cem anos de Timão lá no Parque São Jorge. Como eu estava na maior pilha, esqueci a câmera. Tirei algumas fotos toscas com o cel, mas só uma se salva. E bem mais ou menos ainda. Já roubei outra do Twitter de @thicorinthians (espero que ele não me processe rs). Quem tiver mais, me manda. Vamos reunir as imagens dos bons momentos deste ano!

E logo mais tem Coringão!

Abraços centenários a todos.
E beijo especial para ACorinthiana, que tive o enorme prazer de finalmente conhecer ontem (encontro promovido por Yule Bisetto, thank you very much).

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O palco estava lindo, decorado com as bandeiras das torcidas

A qualidade é tosca, mas o momento, mágico: 'Salve o Corinthians'

A qualidade é tosca, mas o momento, mágico: 'Salve o Corinthians'

A Coringão Chopp, única torcida corinthiana que não faz Carnaval, levou a arquibancada para o Parque São Jorge e fez uma festa linda

A Coringão Chopp não tem Carnaval, e levou a arquibancada para o PSJ

Mais de @thicorinthians (agora com a devida autorização)

Mais de @thicorinthians (agora com a devida autorização)

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Chega de xororô, vamos para a festa

Pessoal, não esqueçam:

Sábado (23) tem pré-carnaval no ginásio do Parque São Jorge. O grupo Atitude 4 fará a abertura e depois teremos as baterias de todas as torcidas, apresentando os enredos do Carnaval 2010 que homenagearão o Centenário do Corinthians.

Sócios entram de graça. Mulheres pagam R$ 10 e homens, R$ 15. Ingressos já à venda!

VAMOS CHEGAR!!!

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As homenagens estão em boas mãos

Eu sempre achei que o mais importante no Centenário de um clube, especialmente de um clube como o Corinthians, fosse relembrar suas histórias. Resgatar sua memória e homenagear quem fez parte dela. Ensinar aos novos, como os velhos traçaram esse caminho, que até hoje nos enche de orgulho. Como escreveram a saga corinthiana, como transformaram o Corinthians no que ele é hoje, como criaram um time, seguido por uma Nação. Eu sempre achei que o mais importante, especialmente se temos a intenção de deixar neste mundo jovens corinthianos tão conscientes quanto apaixonados, fosse a memória.

Para comemorar o Centenário do Corinthians, pouco ou nada me importa show de Ivete, de Claudia Leitte e muito menos de Michael Jackson. O que essas pessoas têm a ver com o Corinthians? Que relação têm com o nosso time, com a nossa história, com a nossa raiz operária? Sempre me interessou, por outro lado, lembrar de Miguel Bataglia, de Flavio La Selva, de Idário, de Basílio, de Neto. De pessoas que ajudaram a construir o passado corinthiano, a história que vamos deixar para nossos filhos e netos, até que o próximo Centenário chegue e, espero, alguém se lembre de lembrar de nós –pois isso significaria que fizemos nosso papel e ajudamos o Corinthians a ser melhor e maior.

Até de Dualibs, Curis e Helus eu gosto de lembrar, pois precisamos manter acessa a memória do que jamais pode voltar a acontecer dentro de nosso clube. Do 2 de dezembro de 2007 eu me lembro vez ou outra, e assim posso sentir cada vez mais orgulho de estarmos prestes a disputar uma Libertadores com Ronaldo e Roberto Carlos.

Enfim, pensando nisso tudo, sugeri aos meus amigos da Comissão do Centenário que criássemos uma “Calçada da Fama”, e que no período de setembro de 2009 a setembro de 2010 nos dedicássemos e relembrar os momentos mais importantes e marcantes da história do Corinthians –e não apenas do futebol–, prestando homenagens às pessoas que permitiram que tantos sonhos passados se transformassem, hoje, em realidade para nós.

E assim homenageamos alguns dos heróis do título de 77 em outubro. Fizemos uma linda reunião com a Fiel em dezembro, para garantir que o maior deslocamento humano em tempos de paz jamais fosse esquecido. E assim também começamos, em novembro passado, a pensar em como seria nossa festa de dez anos da conquista do Mundial. Naquela época começamos a entrar em contato com os primeiros jogadores que seriam homenageados, mas de cara encontramos dificuldades para agendar uma data, pois muitos ainda atuam por clubes de outros Estados (e estariam no início do campeonato ou em pré-temporada) e outros vários já haviam planejado férias com a família.

Optamos por não desistir de comemorar um de nossos títulos mais importantes, e trabalhamos muito para que a celebração ocorrida ontem no Pacaembu se realizasse. Fazer uma ação dentro de um estádio de futebol não é coisa simples. Muitas permissões são necessárias, muitas liberações exigidas, muitos pedidos negados. E, quem diria?, nosso problema maior viria justamente dos jogadores que elegemos para, em nome do time de 2000, receberem essa homenagem. Estava tudo pronto, confirmado, e alguns deles simplesmente não apareceram. Sem ligar, sem dar satisfações a quem os estava esperando –e não me refiro apenas a nós, que organizamos o evento, mas principalmente aos milhares de torcedores que entraram mais cedo no estádio para homenageá-los.

Na hora fiquei chateada, com raiva. Com tristeza por tanto trabalho ter sido quase em vão. Hoje, pensando melhor, acho que a justiça foi feita. Quem fez questão de estar lá, de marcar seus pés no nosso concreto e na nossa história, de honrar o Corinthians e a Fiel Torcida, esses foram homenageados. Quem não fez, nos salvou de um grande erro: deixar para a história falsos ídolos.

A plaquinha que os homenageados por nossa “Calçada da Fama” ganham traz a inscrição: “Esta é uma homenagem do Corinthians, no ano de seu centenário, aos atletas que marcaram sua história e honraram sua camisa”. Hoje eu sei que elas estão em boas mãos. Apenas em boas mãos.