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O país da moral e dos bons costumes

Tem dias em que eu acordo e tenho certeza de que estou na Europa. Todo mundo tem educação, segurança, saúde. As ruas são relativamente limpas e não se vê gente morando nelas. Quase acho que estou no Velho Mundo, com velhos hábitos, tradições e pudores. O Brasil, país do Carnaval e do futebol, virou a sede da moral e dos bons costumes.

A gente vê mulher de sutiã no meio do estádio e acha normal. Vê gente com “tapa-sexo” que não tapa nada, e curte à beça. Vê funcionários do metrô espancando as pessoas, e faz parte. A gente vê cada vez mais crianças sendo vítimas de violência sexual. Vê tiroteio, bala perdida, gente inocente morrendo. Mas a gente está preocupado mesmo é com o dedo que o Cristian levantou na comemoração do gol contra o São Paulo, porque isso, sim, afeta profundamente nossa vida, nossos valores e nossas crenças.

E no país da impunidade, em que convivemos com bandidos, estupradores e assassinos nas ruas, um inquérito policial foi aberto para apurar as responsabilidades pelo tão polêmico dedo do meio do jogador. No país em que NENHUM estádio de futebol oferece segurança, o Ministério Público acha que é de grande importância acusar um atleta e seu dedo e, quem sabe?, mandá-lo à prisão por prazo que vai de 15 dias a seis meses.

É a Europa, só pode. Ou Pegadinha do João Kléber.

O São Paulo reclamar eu até entendo, afinal é para isso mesmo que JJ veio cair neste mundo de meu Deus. Está fazendo a parte dele em tumultuar, reclamar do estádio, da purpurina, da torcida e, claro, do dedo do Cristian. Cada um defende seus interesses, ainda mais em se tratando de futebol. Tudo dentro da normalidade. Não podemos esperar nada além de uma denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva, que vai apurar e ver se considera a atitude do atleta anti-esportiva (ou sei lá que termo se usa para esse tipo de “violação”).

Agora, calma lá. Uma atitude que vai contra o espírito esportivo não necessariamente configura crime. Tem cara que sai sangrando de campo, com a cara inchada, a perna quebrada, o supercílio aberto, e alguém está se preocupando em mandar o agressor para a cadeia? Não! Por quê? Porque faz parte do jogo, minha gente! O zagueiro quebrar a perna do atacante pode ser (como é, claro) uma atitude anti-esportiva, contra o “fair play” (que, sejamos bem francos, nem existe no Brasil), mas faz parte, sim, do esporte. E disso todo mundo sabe! O agressor, o agredido (que ainda chega na entrevista coletiva depois do jogo e diz que não viu maldade no ato do companheiro!), a torcida, o dirigente. E o Ministério Público!

O mesmo raciocínio serve para a atitude de Cristian durante a comemoração do gol do Timão contra o SP no último domingo. Antes de tudo, temos que considerar o contexto da partida: clássico, semifinal, precisamos da vitória, faltam segundos para acabar o jogo… E O GOL!!! É momento de explosão, de catarse, de festa!!! Mas não, vivemos na Europa e aqui não se faz festa. Não se pode tirar a camisa, não pode pendurar no alambrado, não pode mostrar o dedo.

É futebol, minha gente, é a diversão do povo! Na arquibancada está todo mundo xingando a mãe do árbitro, o jogador rival, amaldiçoando o técnico. E isso não significa que de fato odiemos a mãe do árbitro nem o jogador rival (às vezes) nem muito menos nosso técnico (pelo menos não atualmente), significa? A gente xinga porco, bambi, sardinha, mas todos temos amigos torcedores de SP, Palmeiras e Santos. É puramente paixão futebolística! É amor, é desespero, é alegria imensa do futebol. Sensações que qualquer pessoa sabe: não agridem ninguém verdadeiramente.

Que fique claro: não estou pregando o ódio entre torcidas nem agressões de qualquer tipo, sou completamente contra tudo isso e no que dependesse de mim todo mundo ia para o estádio livre, sem escolta de polícia, cantando feliz. Sei que o jogador precisa ter responsabilidade para não incitar ainda mais a violência e despertar a agressividade que já vive dentro de muitos coraçõezinhos na arquibancada. E entendo também que pode não ser um bom exemplo mostrar o dedo em rede nacional.

Mas Cristian -que aliás nem foi o primeiro a fazer esse gesto em campo, no Brasil, e está sendo usado como exemplo- já pediu desculpas, se explicou publicamente, se justificou aos cidadãos de bem do país… Não é o caso de inquérito policial nem de cadeia. Não percamos a noção nem a medida, por favor. Temos problemas mais graves a resolver. Aqui não é Europa.

Copa do Brasil hoje. Precisamos daqueles dois básicos.
Vai para cima, Timão!

Estatuto do Torcedor e o papel de cada um de nós

Tragédias como a ocorrida no último domingo no Morumbi me fazem pensar em nossos direitos e deveres como torcedor, estabelecidos oficialmente pelo Estatuto do Torcedor, que acabou se transformando em simples formalidade. Mas está formalizado, e é isso que nos basta para lutarmos pelo que nos foi garantido. Então, o que você precisa saber (e exigir) basicamente é:

SEGURANÇA:

* Art. 13. O torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas.

* Art. 14. (…) A responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes

* Art. 19. As entidades responsáveis pela organização da competição, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com as entidades de que trata o art. 15 e seus dirigentes, independentemente da existência de culpa, pelos prejuízos causados a torcedor que decorram de falhas de segurança nos estádios ou da inobservância do disposto neste capítulo.

* Art. 23. A entidade responsável pela organização da competição apresentará ao Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal, previamente à sua realização, os laudos técnicos expedidos pelos órgãos e autoridades competentes pela vistoria das condições de segurança dos estádios a serem utilizados na competição.
§ 1o Os laudos atestarão a real capacidade de público dos estádios, bem como suas condições de segurança.

OBRIGAÇÕES DO MANDANTE:

* Art. 16. É dever da entidade responsável pela organização da competição:
I - confirmar, com até quarenta e oito horas de antecedência, o horário e o local da realização das partidas em que a definição das equipes dependa de resultado anterior;
II - contratar seguro de acidentes pessoais, tendo como beneficiário o torcedor portador de ingresso, válido a partir do momento em que ingressar no estádio;
III – disponibilizar um médico e dois enfermeiros-padrão para cada dez mil torcedores presentes à partida;
IV – disponibilizar uma ambulância para cada dez mil torcedores presentes à partida;
V – comunicar previamente à autoridade de saúde a realização do evento.

* Art. 17. É direito do torcedor a implementação de planos de ação referentes a segurança, transporte e contingências que possam ocorrer durante a realização de eventos esportivos.

INGRESSOS:

* Art. 20. É direito do torcedor partícipe que os ingressos para as partidas integrantes de competições profissionais sejam colocados à venda até setenta e duas horas antes do início da partida correspondente.

* Art. 21. A entidade detentora do mando de jogo implementará, na organização da emissão e venda de ingressos, sistema de segurança contra falsificações, fraudes e outras práticas que contribuam para a evasão da receita decorrente do evento esportivo.

INSTALAÇÕES DO ESTÁDIO:

* Art. 28. O torcedor partícipe tem direito à higiene e à qualidade das instalações físicas dos estádios e dos produtos alimentícios vendidos no local.

A QUEM RECLAMAR:

* Art. 6o A entidade responsável pela organização da competição, previamente ao seu início, designará o Ouvidor da Competição, fornecendo-lhe os meios de comunicação necessários
ao amplo acesso dos torcedores.
§ 1o São deveres do Ouvidor da Competição recolher as sugestões, propostas e reclamações que receber dos torcedores, examiná-las e propor à respectiva entidade medidas necessárias ao aperfeiçoamento da competição e ao benefício do torcedor.

Para ler o Estatuto do Torcedor completo, clique aqui.

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Em contrapartida, há também exigências de bom comportamento do torcedor, que obviamente precisa manter as regras básicas de convivência social, que não incluem agressões, depredações, arrastões, furtos nem nenhum tipo de confronto. Os estádios –assim como as ruas– precisam voltar a ser ambientes tranqüilos, em que podemos ir com nossas famílias, crianças e amigos para unicamente nos divertirmos e torcermos por nosso time do coração. Portanto, também é nossa obrigação como torcedor (e cidadão!) manter a ordem e praticar o respeito.

* Art. 39. O torcedor que promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores ficará impedido de comparecer às proximidades, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, pelo prazo de três meses a um ano, de acordo com a gravidade da conduta, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.

§ 3o A apenação se dará por sentença dos juizados especiais criminais e deverá ser provocada pelo Ministério Público, pela polícia judiciária, por qualquer autoridade, pelo mando do evento esportivo ou por qualquer torcedor partícipe, mediante representação.

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Posto tudo isso, gostaria de falar rapidamente sobre a tal reforma que vem sendo planejada para o Estatuto do Torcedor. Matéria da “Folha de S.Paulo” do início deste ano diz:

Em novo estatuto, briga em estádio vira crime
Proposta também torna torcidas organizadas responsáveis por atos dos filiados

Projeto de reformulação do antigo texto trata de venda de ingressos e manipulação de resultados e será agora submetido ao Congresso”

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

Eu aqui com meus botões imagino que algumas coisas estão fora de lugar. “Briga de estádio vira crime”: demorou! Já devia ser crime desde a primeira vez em que ocorreu e deixou alguém ferido, imagina então depois de tantas mortes inadmissíveis (e por que não dizer?, desnecessárias)!

Agora, quanto às organizadas, penso que o papel de cuidar da segurança, identificar e punir os infratores seja da polícia e do judiciário, que afinal de contas existem é para isso mesmo. Responsabilizar as entidades pelo comportamento das pessoas chega a ser primário, tática de quem não consegue cumprir com as próprias obrigações e quer passar adiante a responsabilidade que lhe cabe.

Tenho para mim que as torcidas organizadas têm o papel de conscientizar seu torcedor, de pregar o bom comportamento dentro dos estádios e de reprimir brigas, atentados e emboscadas com rigor máximo. Mas se responsabilizar pelo comportamento de cada indivíduo (bom lembrar, em sua maioria absoluta marmanjos crescidos com idade adulta suficiente para votar, dirigir, beber e portanto tomar suas próprias decisões e responder por seus atos) chega a ser absurdo!

Aliás, eu quero saber onde foram o planejamento e o dinheiro do contribuinte teoricamente investidos naquele sistema carérrimo de identificação feito pela Federação, inconstitucional, mas mesmo assim acatado pelos torcedores organizados, que se submeteram a todos aqueles registros, inclusive de voz e impressão digital. E a catraca, que deveria no estádio registrar a entrada de cada um desses torcedores, nunca foi posta. Ou seja, dinheiro jogado no lixo! E mais uma iniciativa visando controlar a violência que terminou em nada.

Que clássico?

Não demonstrei aqui no blog para não ser (tão) chata, mas meu ódio contra todas as decisões tomadas a respeito do jogo de domingo, somado à minha alegria de viver com todos os pedaços que Deus me deu há 30 anos, me fizeram desistir de ir ao Morumbi no domingo. Chamei umas amigas para ir em casa, fizemos almoço, bebemos, xingamos, comemoramos, protestamos contra o árbitro. E quando terminou o jogo, estávamos felizes, inteiras e um pouco bêbadas. Saudável, como o futebol deve ser.

Mesma sorte não tiveram outros e outras como eu, que decidiram diferente e, com coragem e amor, encararam a desventura que se tornou esse jogo infeliz entre Corinthians e SP. Péssimo dentro de campo, maldito fora dele.

O Corinthians continua sofrendo com as conseqüências de seus 1.001 jogadores lesionados (e a enigmática saída do preparador físico Flávio de Oliveira pode ser apenas mais uma), muitos deles colocados à disposição de Mano Menezes sem a menor condição de jogo. Douglas era um deles. Além disso, o Timão entrou sem um atacante de verdade, o que na minha opinião quase que inviabiliza o “ser ofensivo”, com reais chances de gol. E foi aí que Souza deu nova cara ao nosso ataque e Boquita, num passe magistral, carimbou de vez a palavra “profissional” na carteira de trabalho. Isso sem falar no árbitro José Henrique de Carvalho e seus 14 cartões –um show (de horror) à parte.

briga

Mas nada disso interessa muito. Porque o que deveria ser o grande espetáculo de domingo para os 35 mil torcedores presentes, o tão esperado clássico, ficou em segundo plano. Aliás, ficou bem além de segundo plano. Ficou apagado por imagens de pessoas feridas, desmaiadas, pisoteadas, com fraturas expostas. Todas elas sem atendimento médico por pelo menos 15 minutos, que foi o tempo que as primeiras ambulâncias levaram para chegar ao estádio –já que a diretoria do São Paulo dispensou as unidades de atendimento médico depois do fim do jogo, quando sua torcida já havia sido liberada, mas a do Corinthians permanecia detida dentro do Morumbi.

Veja cenas do que aconteceu no Morumbi

Não vou entrar aqui no mérito da questão, até porque ninguém até agora sabe exatamente o que aconteceu. Falam em bomba, falam em uma grade lançada de cima da arquibancada. Fato é que algo provocou susto e correria entre os torcedores corinthianos que deixavam o estádio, e a atitude da polícia, ao invés de facilitar a saída dessas pessoas, foi lançar bombas contra elas, fazendo com que recuassem e dessem de encontro com a massa que insistia em sair. Tragédia, como tantas outras, provocada pelo excesso de violência e falta de preparo da polícia (preciso lembrar, entre os casos mais recentes, o do torcedor são-paulino executado com um tiro na cabeça, quando um PM tentou lhe dar uma coronhada e a arma disparou?).

Para ficar apenas nas meninas, tenho amigas que foram pisoteadas e literalmente soterradas por gente caindo sobre suas pernas e cabeças. Uma outra torcedora está internada com fratura nas costelas e perfuração do pulmão. E sabe o que elas todas estavam fazendo? Não, não estavam armadas, preparando o lançamento de artefatos explosivos nem espancando criancinhas são-paulinas indefesas. Estavam todas elas SAINDO DO ESTÁDIO depois do jogo.

briga-21Então, por mais que eu não queira entrar no mérito da questão, há de se apurar responsabilidades. Há de se apurar por que o São Paulo dispensou o atendimento médico antes que a torcida corinthiana deixasse o estádio. Há de se apurar o comportamento da polícia. Há de se apurar quem deu o estopim para esse tumulto.

E se de fato houve depredação do patrimônio do SP, há de se apurar também isso. E mais urgente, há de se repensar as atitudes que instigam a violência dentro dos estádios –como restringir ingressos, superfaturar os preços, não vender água nem alimentação, não promover segurança– e acabam com o espetáculo que deveria de fato ser o centro das atenções: o futebol.

E aí quando eu ouço o promotor Paulo Castilho dizer na TV que vai pedir a diminuição da porcentagem obrigatória de ingressos para visitantes para 5%, eu só posso concluir que não apenas a polícia, mas toda a grande e austera instituição que representa a segurança pública no Brasil está falida, rendida, completamente perdida e metida no caos. Sem pistas de como resolver os nossos problemas, a não ser estancá-los. E junto dela estamos nós.

Nossa única esperança é que o Corinthians atue em prol de sua torcida e, na atual circunstância, que trabalhe firmemente na viabilização de um estádio -não porque não gostamos de piadinhas sobre isso, mas porque chegamos a um momento de nossa história em que ter um espaço próprio para sediar nossos jogos se tornou essencial.

Enquanto isso, não sei se a decisão do recém-eleito presidente Andrés Sanchez de não mais jogar no Morumbi, pelo menos durante estes três anos de sua gestão, pode nos ser favorável de alguma forma. Teremos que atuar muito mais vezes no interior, em lugares distantes, dificultando nossa ida ao estádio.

Mas é fato que por mais que se ache a realeza do futebol nacional, o SP sentirá falta de nossas magníficas bilheterias cheias de bufunfa, grana com a qual ele se sustentou até hoje e que agora, amigão, foi-se. Vi na TV um comentarista esportivo dizendo que das cinco maiores bilheterias do Morumbi, três eram do Corinthians e as outras duas da Madonna e do Papa. Então,  ignorando toda a frieza e a imparcialidade que eu mantive até agora, espero do fundo do coração que até o meio do ano o SP não tenha dinheiro nem para pagar a conta de luz daquela pocilga de estádio!

Pronto, falei.

Incentivando a indignação coletiva

Cada dia, cada nova notícia, cada absurdo que vem a público me deixa mais revoltada em se tratando do mundo do futebol, da incompetência e omissão da FPF, da impunidade com os clubes. E a situação só vem piorando nos últimos tempos, com o clássico agendado entre Corinthians e São Paulo para o próximo dia 15.

Fica me voltando na memória a véspera da final da Copa do Brasil, quando, da mesma forma que agora, foi permitido que o Sport Recife fizesse o que bem entendesse com a partida, diante da napa da CBF, que nada fez (nem agora nem nunca, sejamos bem honestos). E meu coração se contorce tanto, que não acho que encontrarei palavras para descrever tanto erro, tanto mau-caratismo, tanto lixo no mesmo pequeno e restrito mundo do futebol brasileiro.

Então farei o seguinte: selecionei algumas notícias sobre o clássico, que merecem destaque. Estão listadas abaixo e foram retiradas dos sites mais reconhecidos na cobertura esportiva nacional. E assim, portanto, dou a cada um de vocês, corinthianos, a possibilidade de se indignar por si só. E assim, quem sabe, na próxima vez que algo assim ocorrer, teremos mais poder e força para fazer algo a respeito. Pelo menos mais do que só ter ódio e querer gritar ao mundo todos os palavrões que vêm à mente após ler tamanho absurdo.

Taí. Basta clicar na imagem para ler a notícia na íntegra:

torcidas

“Há pelo menos 15 dias integrantes de torcidas organizadas do São Paulo já sabiam que o clube só destinaria 10% dos ingressos para o Corinthians no domingo. Planejam emboscadas”


ingressos

“Os ingressos vieram grudados, como se fosse um rolo de bobina. Estamos recortando um a um. É humanamente impossível recortar tudo, contar direitinho e separar em pequenos pacotes ainda hoje (quinta). Por isso, disponibilizaremos apenas amanhã (sexta-feira)”


ingressos-2

“O clube do Parque São Jorge afirmou que os bilhetes do jogo de domingo não foram entregues no dia combinado. Para garantirem seus ingressos, alguns torcedores do Timão passaram a noite na fila”


arbitro

“O Corinthians vê com muita preocupação a escolha do Abade. Estranhamente, na véspera de um clássico, ele volta a apitar um jogo do Corinthians. Ele foi o único árbitro que o Mano teve problema até hoje. Essa escolha não caiu bem”


mando

“No próximo domingo, assim como em 2007 e 2008, o São Paulo estará à esquerda na tabela, o que lhe dá direito à arrecadação da partida, atuar com seu uniforme principal e determinar a carga de ingressos do visitante. Até 2008, ela era dividida igualmente. A FPF determina o local dos clássicos”


ingressos-3

“O presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio, confirmou que o clube só colocará à disposição dos alvinegros 10% da carga de ingressos por ser o mandante”

Dualib tem R$ 1,4 milhão em bens bloqueados pela Justiça

Em processo que corre na Justiça Estadual, o Corinthians conseguiu o bloqueio de bens do ex-presidente Alberto Dualib no valor de R$ 1,4 milhão. Na ação, o ex-dirigente corinthiano é acusado de crime de estelionato pela emissão de notas frias em prejuízo do clube. Tais imóveis, caso Dualib seja condenado, podem ser usados para ressarcir o Corinthians.

A ação está na fase de ouvir testemunhas, e a expectativa dos advogados alvinegros é que até o fim deste ano saia uma decisão em primeira instância. Além de Dualib, são réus Nesi Curi e diretores da época.

Outra ação penal contra Dualib corre na Justiça Federal e imputa os crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. “Tecnicamente, o Corinthians não é considerado vítima deste processo, portanto não podemos nos habilitar como assistente da acusação”, explica o vice Jurídico Sérgio Alvarenga.

A ação ainda está no início, será reiniciada por ordem do Supremo Tribunal Federal e ainda deve demorar a ter uma conclusão. Os acusados, neste caso, além de Dualib e Nesi Curi são: Kia Joorabchian, Nojan Bedroud, Boris Berezovski e outros.