Archive for maio, 2009

Reunião de dirigentes

Para abstrair antes do fim de semana…
Só tem louco artista.

Time que marca

Não foi bom nem ruim o empate entre Corinthians e Vasco pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, no Maracanã. O Timão saiu ganhando e fez um primeiro tempo exemplar –mesmo sem Ronaldo, que, contundido, foi poupado pelo técnico Mano Menezes–, mas a exemplo do que aconteceu no jogo de quarta-feira passada, se deixou atacar na segunda etapa e cedeu o empate.

dentinho1

O Corinthians do primeiro tempo é meu time dos sonhos, com visão de jogo, domínio de bola, passes quase perfeitos (porque a gente sonha, mas sabe que o erro faz parte do jogo). Um time ofensivo, que sabe marcar –e aí está, na minha opinião, uma das maiores vantagens do nosso time com relação aos outros. Souza, apesar de todas as críticas, trabalhou bem sua função de pivô e ajudou muito na marcação, inclusive quando a bola já se encontrava em nossa área (o que obviamente não o redime dos gols perdidos, se bem que neste jogo não houve nenhum daqueles lances escandalosos que ele costumava protagonizar).

Veja os gols de Vasco 1 x 1 Corinthians

Morais, quando entrou para substituir Jorge Henrique, também correu muito e ajudou a manter a bola no ataque. André Santos e Alessandro mantiveram os bons desempenhos das últimas partidas e Dentinho jogou muito, conseguindo inclusive balançar a rede adversária, abrindo o placar para o Timão. Apenas Douglas, no meu ponto de vista, ainda deixou a desejar. E eu quase choro de pensar no gol perdido pelo Elias…

Vale elogiar nossa gloriosa dupla de zaga, que, apesar do erros vez ou outra, nos salva de muitos apertos, e o sempre eficiente Felipe, participação mais que essencial no empate –que facilmente poderia ser vitória do time de São Januário.

Por quê?

Porque o Corinthians, meus amigos, voltou outro no segundo tempo. Sem tanta energia ofensiva, jogou recuado e era só questão de tempo até que o Vasco conseguisse empatar. Quem não faz, toma. É clichê, mas é verdade. E aí, quando você fica esmagado na própria área, entre todo um time adversário e seu goleiro, mais cedo ou mais tarde acaba fazendo bobagem, acaba errando, acaba dando espaço para o gol rival.

Acho que Mano poderia ter mantido o Corinthians na frente pondo Otacílio Neto na vaga de Dentinho. Colocar Boquita deixou o Timão ainda mais recuado. E acabou de uma vez com a força do nosso ataque. Aí volto no ponto inicial da minha avaliação, de que o empate não foi bom nem ruim para nossa equipe. Explico: já que estávamos ganhando, poderíamos continuar dessa forma. E analisando o resultado por esse ângulo concluímos que acabar no empate quando se tem a vitória nas mãos não é grande coisa. Poderia até ser ruim. Mas por outra lado, estávamos fora de casa, num Maracanã lotado –com a Fiel fazendo sua parte também, óbvio– e apesar de termos empatado, marcamos um gol fora de casa, o que em se tratando de Copa do Brasil é sempre valioso.

É fato que não abrimos tanta vantagem quanto esperávamos –ou talvez eu, mais otimista, esperava. Mas deixamos boas perspectivas para a decisão dessa semi, aqui em casa, no Paca, quarta-feira próxima. É dia de chegar, de lotar o estádio, de cantar os 90 minutos e de levar o Timão à grande final desta Copa do Brasil. A gente quer essa vaga da Libertadores e por ela vamos até o fim. Dentro de campo e também na arquibancada, cada um fazendo seu papel!

Agora, o grande desafio de Mano Menezes é conseguir, nesta fase final, manter o time íntegro. Com o desgaste excessivo de duas partidas por semana (entre Copa do Brasil e Brasileirão), mais o jogo pegado do mata-mata, é natural que os atletas se machuquem, que apresentem exaustão muscular e lesões. Precisamos ter um trabalho sério de preparação com os jogadores e atenção quintuplicada para que não tenhamos nenhum grande desfalque em momentos decisivos –além de André Santos, que, já sabemos, estará na Seleção e que significa uma grande perda para a equipe alvinegra.

Gente, passei a quinta-feira toda dormindo, de tanto esgotamento físico de ir para o Rio de voltar. Na quarta um amigo me escreveu, dizendo que tinha encontrado passagens promocionais e fui na loucura mesmo. Tirei uma folga que estava guardada há tempos e saí correndo para ver o Coringão no Maraca. Foi bonito demais. A festa da Fiel, super animada, cantando, dando força ao time. A do Flu também foi simpática, mas não se compara né? rs. – DESTAQUE PARA A PARTE PITORESCA: ELES JOGAM PÓ DE ARROZ NA BANCADA, AMIGOS. ACREDITEM, SE QUISER.

O jogo começou pegando fogo, com o Coringão atacando muito e jogando nos erros –muitos– do rival. Chicão, perfeito na cobrança de falta, abriu o placar para o Timão, dando um passo imenso na nossa classificação. Depois, mostrando inspiração máxima (estaria aprendendo de tanto ver Ronaldo?), Jorge Henrique balançou a rede com um golaço de coxa, que encobriu o goleiro e registrou: 2 a 0 para o alvinegro.

Aos gritos de “aha-uhu, o Maraca né nosso!” a Fiel Torcida celebrou a classificação. Mas o Flu não estava morto, e voltou com garra para cima do Corinthians. E foi assim que o Timão deixou o time carioca dominar o segundo tempo, permanecendo recuado em sua própria área, tirando bolas com chutão e dando na cara que, mais hora menos hora, tomaria o seu. E foi exatamente o que aconteceu. O tricolor marcou um, marcou dois. E os nossos jogadores não acordavam, não reagiam.

Mano Menezes começou as mudanças e partiu para a retranca, até porque não tinha mais o que fazer –e a torcida não perdeu o gosto pelo jogo, que deu aquela emoção a mais para os que gostam de uma sofridinha nos minutos finais. Eu, de minha parte, só torcia para o tempo correr. Quase gastei meu relógio de tanto olhar os minutos. E preciso confessar que me revoltei, porque honestamente isso não é postura de time grande em um jogo daqueles. Os caras precisavam fazer quatro gols, estavam à beira da depressão, e damos espaço para eles crescerem daquela forma? Não pode, meu. Não pode. Numa dessas é que a gente perde um campeonato, como foi em Recife ano passado.

Enfim, precisa de seriedade e sangue frio. O mais possível. Só quem não treme nessa hora é que conquista alguma coisa. A gente quer essa Copa do Brasil e a vaga na Libertadores, então temos que ir à luta. Agora vamos para cima do Vasco, com a vantagem de definir em casa –aliás, Fieis Torcedores amigos, os ingressos já estão à venda. Vamos chegar!

Pergunta do dia: E a escalação de André Santos? Achei tão bonitinho ele todo emocionado falando da Seleça. Quem sabe agora dá graça torcer para o time do Dunga, né? O que vocês acharam? Será que Saci dá conta do recado? O espaço está aberto! Vamos polemizar, Fiel Torcida!

Desperdiçou

O Coringão desperdiçou a chance de bater o time do Botafogo neste domingo e conquistar seus três primeiros tentos neste Brasileirão –depois da derrota na estreia, em casa, para o Inter. Mano Menezes optou por escalar o time quase todo com titulares, apesar de ter partida definitiva pela Copa do Brasil na próxima quarta-feira com o Flu –e eu acho que fez certo.

A vitória neste domingo seria essencial para garantir que não ficássemos tããão atrás nesta etapa inicial do Brasileiro. Tudo bem que a preocupação maior é com a classificação para a Libertadores já na Copa do Brasil –mas vale lembrar que no caso de alguma coisa não sair exatamente como o planejado (o que, óbvio, esperamos que não aconteça), nossa última chance é ficar entre os quatro primeiros do Brasileiro.

Tudo bem também que a tabela, depois de duas rodadas em plena Copa do Brasil e Libertadores da América está uma confusão total, com os times grandes em baixo e os nem tão grandes (para evitar que alguém se sinta ofendido), que não têm mais o que pensar neste momento, nas posições mais altas –destaque, claro, para o Inter, que vem se dando benzaço e se transformando já de cara um dos favoritos deste Nacional. Nada que não possa ser alterado, desde que joguemos um jogo de cada vez, com a cabeça tranquila, corpo são e mente sã.

Não dá para despedirçar por exemplo, tantos gols como aconteceu hoje. O Botafogo não estava lá essas coisas, impedido o tempo inteiro e errando muitos passes. Tivemos todas as chnaces do mundo de fazer pelo menos unzinho, mas não deu. Até Ronaldo perdeu, cara a cara com o goleiro, coisa que não costuma acontecer. Mas já me deixa de certa forma satisfeita ver a afinidade que o querido alvinegro tem mostrado em campo. Muito passe trocado (sem chutão desgovernado), a bola corre solta, firme, em pés certos, como tem que ser. O Corinthians está cada vez mais amadurecendo como grupo –sem depender de um ou outro atleta unicamente, apesar de termos nossos destaques –e acredito muito que podemos fazer uma temporada excelente neste Brasileirão. Só precisamos ter seriedade para definir.

Aliás, coisa que não aconteceu também na quarta-feira (aproveitando o gancho, já que eu sou uma blogueira comédia e só consegui postar três meses depois). Apesar da vitória, foi magro o placar com o Fluminense na partida aqui no Pacaembu na última quarta. Considero vantagem inestimável não termos tomado nenhum gol –tratando-se de Copa do Brasil, é sempre bom manter o placar adversário fechado¬. Mas melhor ainda é garantir pelo menos dois golzinhos, especialmente quando a decisão ficará para o campo rival.

Mas a Fiel já aproveitou o jogo deste fimde, viajou para a Cidade Maravilhosa e vai aproveitar para pegar um bronze até quarta, quando vamos invadir e, como sempre, apoiar o Coringão.

Antes de me despedir, deixo a questão do dia para vocês: não sei que diabos aconteceu com o William (e nosso capitão faz muita falta, principalmente em seu papel de organizar o time),mas tenho gostado bastante do Diego na nossa zaga. O menino tem corrido muito e lutado à beça para fechar a área corinthiana. O que vocês têm achado do garoto?

E deixo também links para vocês verem -quem ainda não viu- a ótima entrevista dada por Ronaldo na sabatina da Folha de S.Paulo. Ótima! Só clicar aqui.

Inter, Nilmar e o preço do ingresso

Rapaziada, falei demais. Mas era muito tempo longe de vocês! Perdoem a demora, o trampo está me consumindo. E ainda preciso estudar, ver o Coringão, namorar e eventualmente dormir, né? Mas não esqueço de vocês jamais. Tentem não esquecer de mim também? O texto está longo, mas facinho de ler. E com todos os assuntos mais importantes dos últimos tempos das últimas semanas. Vamos ao debate?

A derrota do Timão no último domingo para o Inter deixou um gosto amargo no domingo de Dia das Mães da Fiel. A rivalidade desde o título de 2005 (é nosso!!!) se mantém, e muitos torcedores se revoltaram com a decisão de Mano Menezes em colocar quase que o time todo reserva neste primeiro jogo do Brasileirão.

Da parte que me cabe, eu sou meio termo. Acho que até poderíamos –e até deveríamos, se de fato o time estivesse tão desgastado como o técnico vinha alardeando – poupar alguns atletas. Mas não carecia de tanta economia daquele jeito. Porque entrar com aquela escalação, na boa e com o maior respeito do mundo aos nossos jogadores, era garantia de no máááximo empatar. E digo isso não pelos nossos atletas, mas é óbvio que eles não renderiam tanto quanto o time titular, porque não têm o mesmo entrosamento e pouco (ou nada) jogaram neste ano.

Então eu comecei o jogo pensando que estávamos bem ferrados, e os meninos me surpreenderam. Correram muito, disputaram cada lance e não tiveram medo de ir para cima quando precisamos. A defesa especialmente foi muito bem, considerando a situação. Agora, o que choca mesmo é ausência de Souza. Digo ausência porque não o vi jogando –você viu? Ele estava lá na área, na maioria das vezes sem movimentação e escondido atrás de um zagueiro. Quando a bola finalmente chegava a seus pés, caía e reclamava. Gente, como Souza caiu e reclamou!

Porque falem o que quiserem de Lulinha, ele pode até não atingir os níveis de eficiência esperados, mas ele está lá, tentando. E a impressão que me dá é que Souza está lá, fugindo. Sempre mal posicionado, sempre impedido. Não cabe a mim avaliá-lo psicologicamente e tentar compreender o que pode estar passando em sua mente ou coraçãozinho, mas é fato que não dá. E aí, Mano arrisca, põe o cara em campo e não tem mais coragem de tirar, porque sabe que ele vai tomar uma vaiona daquelas e a situação vai piorar a beça (não que eu ache que ele merece vaia, veja bem. Porque vaiar o Coringão jamais, nesta vida nem nas próximas).

Aí aconteceu que apesar de todo mundo estar correndo e pressionando e dando seu melhor, não conseguimos empatar o jogo, porque não tínhamos ninguém lá na frente que soubesse definir. E eu me senti de novo em 2007, torcendo por um time que não tinha quem atacasse. Um time que corria, sofria, sangrava, mas não marcava. Lembrei dos tempos em que não tínhamos nosso genial atacante fodão, o mais querido dos queridos, salvando nossa pele nos minutos finais e transformando novamente em mágica a experiência de torcer pelo Timão.

Nilmar-gente-boa

Não bastasse tudo isso, vem Nilmar. Quem me conhece sabe que eu sempre defendi o guri, que até que foi bem profissional com o Corinthians diante da situação caótica que enfrentou lá nas bandas do Parque São Jorge. A culpa não é dele se tínhamos família Dualib, Nesi, MSI e máfia russa tudo ao mesmo tempo agora.

Nilmar até que foi bacana, e quando ganhou mais uma grana nossa na Justiça, ainda aceitou pré-datar e parcelar a dívida. Nilmar é gente boa. MAS QUE DÁ RAIVA, ISSO DÁ! Quem aguenta lembrar o prejuízo enorme que tivemos com ele, todos os joelhos machucados, os infindáveis meses de recuperação, e ainda tomar um gol daqueles que ele marcou domingo contra a gente? Pô, meu. Assim não dá! Tem limite.

O preço de ser fiel

Limite, aliás, desconhecido para quem estabelece o preço do ingresso do Corinthians, que daqui a pouco passa o Cirque Du Soleil (apenas para citar o evento cultural mais caro que eu conheço). Desculpa, mas eu vou te dizer que R$ 30 para uma arquibancada, quando temos Copa do Brasil e Brasileirão rolando ao mesmo tempo, é sem noção.

Se você, como eu, esteve no estádio em todas as vezes que o Coringão querido jogou apenas neste mês de maio (é dia 12 ainda, lembre-se), lamento informar que R$ 90 de seu orçamento mensal já se foram. R$ 120 se você, como eu, já comprou seu ingresso para o jogo de amanhã. Se você tem o Fiel Torcedor, como eu também tenho, coloca aí um descontinho básico (cada plano tem o seu) e calcula o prejú.

Agora se você, não como eu, tinha mais poder aquisitivo e gostava de ver o jogo na laranja ou na numerada, erga os braços e entregue tudo o que tem, porque, amigão, você está sendo roubado na caruda mesmo. Um simplório acento de plástico laranja no Paca vem saindo por inacreditáveis R$ 100. E uma cadeirinha azul, R$ 150. Isso mesmo, CEN-TO-E-CIN-QUEN-TA-PI-LAS, camarada! Quem aí pode bancar?

O Antonio Ermírio de Moraes (só para citar o corinthiano mais rico de quem eu me lembro agora) deve estar abismado. Imagina eu! Imagina o pai de família que gostava de levar o filho pequeno para a catequese? Imagina as famílias que tinham como maior prazer e alegria ir ao estádio domingo? O recado é o seguinte: ou come e paga as contas, ou vai ver o Corinthians, irmão! Agora é assim.

E se você está se perguntando quais os benefícios que tem ao pagar essa fortuna de ingresso, eu te esclareço. Nenhum. É a mesma coisa de sempre. O mesmo banheiro imundo, os mesmo produtos supervalorizados para comer e beber, o mesmo (des)conforto nas cadeirinhas de plástico. Não tem drink, não tem vista privilegiada. E se você demorar demais para entrar no estádio (sim, porque eles não fizeram nada também para diminuir as filas ou facilitar seu acesso), às vezes nem cadeirinha tem mais!

Eu quase acho engraçado como o mundo todo tem se esforçado para levar torcida para o estádio e o Corinthians tem feito o contrário. O São Paulo lança promoção atrás de promoção, compre um, leve dois, uma breja e um pompom cor-de-rosa. O Grêmio, no domingo de Dia das Mães, não cobrou ingresso da mulherada. E mesmo os estádios que têm setores mais caros, têm algo a oferecer: conforto, bar, TV de plasma, shiatsu, um papo com o juiz depois do jogo.

Ironicamente, estamos pagando o preço (literalmente) por sermos fiéis. O Corinthians sabe que, não importa o que aconteça, estaremos no estádio. Que se não conseguirmos pagar as contas, estaremos no estádio. Que se cair de cara na lama da série B, estaremos no estádio. E que se a arquibancada custar R$ 30 e a numerada R$ 150, estaremos no estádio.

Até que a gente não possa mais estar tanto assim no estádio, até que os hábitos mudem, até que as famílias achem mais barato ir ao zoológico e ver o jogo do Timão pela TV. Até que a Diretoria tenha que, como fazem os outros times, implorar para que o torcedor vá ao Pacaembu. Até que a Diretoria perceba que essa relação entre clube e Nação não é de mão única. A gente ama, e precisa do Corinthians em nossas vidas. Da mesma forma que o Corinthians precisa da gente para ter fôlego, para ter força, para não desistir, para ter coragem e para, quando tudo isso der errado, ter os braços da Fiel –sempre honrada de ser Fiel– abertos e prontos para a próxima guerra.