Archive for junho, 2009

Jogo e filme

Povo corinthiano do meu coração,

Estou trabalhando, da mesma forma que ontem, e a morte do Michael Jackson não tem me dado tempo de muita coisa.

Não consegui ver o jogo, só os lances principais, então vou ficar devendo minha opinião a respeito da derrota. De qualquer forma, quero abrir o espaço para quem quiser opinar e debater.

Antes de me despedir, deixo aqui o link para minha matéria sobre o filme de 77. Muito legal, todo mundo corinthiano correndo para o cinema. Clique aqui para ler.

Abraços,
Até quinta.

VAI, CORINTHIANS!!!

filme-77-2-tl

Com todo respeito, ‘chupa!’

No penúltimo confronto entre Corinthians e São Paulo, ainda no Paulistão (aquele que a gente venceu invicto), Cristian mostrou o dedo do meio para a torcida são-paulina e deixou o povo tricolor abismado com tamanha obscenidade. Como bem disse Mano Menezes, tem gente que é mais sensível mesmo, compreendamos. A pequena torcida que esteve ontem no Pacaembu deve ter saído igualmente chocada. Agora foi outro dedo que nosso volante apontou, primeiro para cima, e depois para baixo, como quem diz, com todo respeito do mundo, “chupa!”. Obsceno é o bolão que esse cara joga, desprezando lesão e honrando a camisa do Corinthians.

cristian

Veja os gols de Timão 3 x 1 São Paulo

Foi show o clássico deste domingo não só pelo magnífico placar de 3 a 1 a nosso favor, mas também porque, somado aos acontecimentos da última semana, a goleada veio comprovar o que o mundo todo já sabia, embora parte da imprensa esportiva vivesse tentando esconder: o São Paulo não é melhor que ninguém, a administração do clube não tem nada de mais e esse time precisa aprender um conceito chamado HUMILDADE. Se eu, corinthiana, dissesse isso, iam me xingar, esculachar, coisa e tal. Mas desta vez nem sou eu, taí o Muricy que não me deixa mentir –e você pode não gostar dele o quanto quiser, mas não pode negar que o cara é um profissional sério.

Enfim, cada um com seus problemas, eu estou aqui é para curtir a vitória do meu time. Aliás, que vitória! Gostei da postura do Mano (tava na pegada ontem, brigou com todo mundo rs. –também no maior respeito, claro!), que largou mão de colocar o time misto (reservas + juniores) e levou a sério o clássico. É bem verdade que eu não entendi a escalação do Marcelinho ali na frente, quando todas as previsões indicavam que ele finalmente daria uma chance ao Otacílio de começar jogando, mas o menino, apesar dos 17 anos e da pouca sustância física, foi relativamente bem. Brigou, correu, enfim, apresentou o arroz com feijão que o corinthiano curte e aprova.

Ronaldão está envenenado e estou apostando minhas fichas em show na finalíssima. Aguardemos e confiramos, como diria Didi Mocó. Douglas, que para mim vinha displicente demais, também jogou um bolão. Cristian e Elias deram espetáculo, como sempre –e graças ao bom Deus, que cuida com carinho especial dos bons, a lesão do nosso volante não é grave, diz a imprensa hoje. De acordo com os médicos, ele terá tempo suficiente de se curar até a final do dia 1º. Parece que o caso do Marcelo Oliveira é um pouco mais grave, mas ele também é menino bom e Deus vai dar uma força. O cara ficou dois anos afastados dos campos, voltar de cara para um jogo inteiro em seguida de outro pode ter sido excesso.

Sem esquecer, claro, de nossa defesa sempre eficiente, do Xerife-artilheiro, que ampliou o placar com cobrança perfeita de falta, no ângulo, rendendo o goleiro adversário. E Juci, amigos! Marcou o dele e lamento tanto que não possa enriquecer nosso elenco da Copa do Brasil!

Mas está bom. Agora tem jogo no fimde (que, na boa, ninguém vai conseguir dar muita bola, e Mano já disse que vai colocar time 80% reserva), e seguimos na expectativa para quarta-feira que vem. Tem que ter treino sério, concentração, clima tranquilo e frieza na hora de decidir. Vai, Corinthians. A Fiel tá junto. SEMPRE.

Timão incendeia

Dizem que Deus só nos manda o que podemos suportar. É por isso que final de campeonato não é para qualquer um. Não é para qualquer time nem para qualquer torcida. Tem que ser forte, tem que ser maior. Ganhar ou não vai da ocasião. Vai do estado de espírito, vai da sorte, ultimamente vai até do árbitro. Mas chegar lá e encarar de frente exige uma grandeza que poucos têm.

Veja os gols de Corinthians 2 x 0 Inter

O Corinthians tem, e por isso Deus manda para ele decisão atrás de decisão. O primeiro jogo da final desta Copa do Brasil, contra o Inter no Pacaembu, falou por si só. Quem olhou para dentro de campo, quem assistiu pela TV, quem ouviu no rádio, acompanhou pela internet ou viu só os melhores lances no noticiário de hoje sabe. Sabe bem que é duelo de grandes. Que é jogo duro, disputado minuto a minuto, lance a lance, e que cada desfalque pesa demais.

Não quero ser pedante, pelo contrário. Estou aqui reconhecendo o valor do meu rival. Mas se exalto a grandeza do meu time, é porque cem anos de história me permitem fazê-lo. O Corinthians sempre foi gigante, até nas horas trágicas. Se caímos, foi porque tínhamos força para levantar. Deus sabia disso quando nos mandou aquela dor. Sabia que suportaríamos, e não só isso, que com ela cresceríamos. Impossível, alguns podem pensar. Como o Corinthians fica maior? Como a Fiel cresce mais?

É só parar, olhar para trás e observar. Fica. É só fechar os olhos e lembrar do jogo de ontem. Fica imenso. É jogo tenso, é decisão, é vida ou morte. E temos um grupo que entra em campo forte, unido, pronto para a guerra. Que não importa se A ou B está escalado, joga com a mesma comunhão. Que trabalha junto, tropeça junto e dá show junto. Cada integrante do nosso time –mesmo os que não entraram em campo ontem– tem total responsabilidade e mérito pela vitória, que nos deixa ainda mais próximos do sonho maior: Libertadores no ano do Centenário.

Felipe, irretocável em suas defesas. Nossa zaga, que segurou as pontas e correu à beça. O meio, que criou e marcou demais. O ataque, que arriscou de todos os jeitos e por todos os lados. Nossos laterais –até André Santos, que em sua ausência (e hoje finalmente representou a Seleça, amém!) deu chance a Marcelo Oliveira de não apenas ser escalado por Mano Menezes, mas de lutar pelo Timão seguindo mais ou menos a mesma linha do trabalho raçudo e talentoso já mostrado (e devidamente elogiado) pelo querido Alessandro na esquerda.

A vitória por 2 a 0 desta quarta-feira à noite não foi de Ronaldo, não foi de Felipe, não foi de Jorge Henrique. Não foi de ninguém, foi de todo mundo. Todo mundo corinthiano pode fazer festa, celebrar, bater no peito e dizer que venceu o primeiro jogo desta final. Todo mundo corinthiano, de São Paulo, do Brasil e do exterior, pode dizer que fez parte da festa promovida pela Fiel, que não precisa mostrar mais nada, mas continua mostrando. Que não precisa declarar mais nada, mas ainda diz “eu nunca vou te abandonar, porque te amo”. Que não precisa de muito para entrar em campo, apoiar o time, amar mais que tudo. Que naturalmente, lado a lado com o Corinthians, incendeia o Pacaembu.

Rumo a POA.

fiel

Tic tac tic tac

O tempo não passa…

E mensagens de “Vai, Corinthians!” não param de chegar de todos os lados.

É chegada a nossa hora.
De garantir a vantagem na nossa casa, onde e quando tudo nos favorece.

Vamo que vamo.
HOJE É A GRANDE FINAL!!!

E VAI, CORINTHIANS!!!

Para abstrair - o trailer do novo filme do Timão, sobre 77.
Lindo demais… Só quem é.

Trave amiga

Assistir aos jogos do Coringão neste Brasileiro, vou te falar… São tantas emoções. E que desgosto. Quando, no intervalo, você vê os melhores lances do jogo e NENHUM é do seu time, é que alguma coisa está bem fora do lugar. Quando o primeiro escanteio surge no meio do segundo tempo, você repensa seus valores. E aí se prende com força à ideia de que estamos na final da Copa do Brasil, que tudo valerá a pena quando tivermos um final feliz e bem sucedido. E nem deixa passar pela cabeça a possibilidade de algo dar errado nesse meio de caminho. Vai, Corinthians!

E foi nesse espírito que eu assisti ao confronto entre Corinthians e o segundo time mais chato do mundo (o primeiro é o Azulão, atualmente comandado por nosso ex, Antônio Carlos Zago), que terminou num empate tão suado quanto insosso, de 0 a 0, que quase teve gostinho de vitória de tanto aperto que o Timão tomou do time verde naquela terra calorenta do centro-oeste.

Provavelmente já prevendo dificuldades, Mano Menezes entrou com o time fechado e, embora a zaga fosse totalmente de reservas, os meninos se seguraram bem (pode ser considerado um ponto positivo?). Agora, lastimável é ver que a bola não chega meeeesmo ao ataque. Minha TV dizia que o Ronaldo estava lá na frente, esperando para pegar a bola e fazer um gol incrível, mas vê-lo jogar, de fato não vi. Dentinho ainda, que tem mais pique para correr, ir e voltar, tentou umas investidas, mas nada que me desse alguma esperança de gol (sem contar o que ele apanhou, né?).

Aí eu fiquei vendo o segundo time mais chato do mundo atacar, atacar, atacar. E Felipe defender, defender, defender. A trave nos ajudar. E até Elias teve a chance de tirar uma em cima da linha, num momento em que nem Felipe nem a trave mais conseguiam fazer nada por nós. Tá osso, família!

Mas sigamos em frente, na esperança que o Timão entre “sangue nos zóio” quarta-feira, para garantirmos um bom resultado contra o Inter aqui no Paca e seguirmos para o abraço lá no sul. E só uma perguntinha antes de me despedir: se Dunga queria um lateral esquerdo só para pagodear no ônibus, podia ter levado Saci e nos deixado nosso André, né não? Tá fazendo uma falta lascada!

E o retorno do Edu? O que vocês estão achando?