Archive for julho, 2009

Dia do Corinthians

Preparem-se todos…

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Nossas crises nós mesmos criamos

Passei o domingo em negação, a segunda em recuperação e agora, na terça à noite, já consigo falar sobre o assunto. “Foi horrível”, disse Dentinho após o clássico em que nos demos mal, realizado no último domingo. Reconhecer é o primeiro passo, dizem. E se ele sabe que foi horrível, eu e você sabemos que foi horrível, Mano, apesar do discurso contido e politicamente correto, sabe que foi horrível, estamos a meio caminho andado de não repetir o horrível nesta temporada. Pelo menos é isso que eu espero do meu lugar lá de cima da arquibancada, cantando debaixo de sol e de chuva e pagando trintão de ingresso. Horrível, aqui não!

Cada um tem seu dianóstico do “tilti” que deu no time do Corinthians lá na longínqua Presidente Prudente, mas acho que os pontos essenciais são dois:

1º e mais grave: Jogador vagabundo com a cabeça em qualquer lugar menos no clássico mais importante do futebol paulista –e, consequentemente, nacional. Talvez tivéssemos que ter mais paciência com aqueles que não entendem a grandeza de um Corinthians x Palmeiras e não sabem do valor de uma vitória para a Fiel Torcida. Mas perdoem, eu não tenho. Clássico ou várzea, o sujeito está ganhando é para fazer bonito TODO SANTO DIA dentro de campo. E se não consegue, que pelo menos morra tentando. Arábia, Emirados Árabes, Espanha, Itália, Seleça… Isso tudo vem depois. TEM QUE VIR. Responsabilidade enquanto se carrega o distintivo do Coringão no peito é lição básica e primordial para quem chega no Parque São Jorge, e não foi isso que vimos em campo.

O que foi Elias e Douglas no meio de campo? Nadica de nada, sejamos honestos. Não apareceram, não fizeram nada de útil, erraram passe a torto e a direito. E Elias ainda teve a capacidade de tomar o terceiro amarelo, nos deixando ainda mais desfalcados para o jogo desta quarta, contra o Santo André, numa cidade igualmente longe que agora eu esqueci qual é. Rio Preto, talvez?

Felipe também, não sei o que houve, mas não apareceu com aquele reflexo mágico que nos salvou tantas outras vezes. E a defesa estava um caos, mesmo com a volta de William. Diego na lateral não rola, e ainda por cima mata nosso poder ofensivo pela esquerda. E Alessandro, que eu sempre admirei tanto, perdeu a cabeça, tomou vermelho e nos ferrou. Anota aí mais um desfalque amanhã.

2º: Como se não bastasse todo esse desequilíbrio psicológico e tático, Ronaldo caiu de maduro (como diria Dona Antônia, minha sábia avó), quebrou a mão e saiu de campo –mais um desfalque. Não teríamos ninguém em nossa equipe reserva que substituísse o Fenômeno a altura, é bem verdade, mas esperava que Mano colocasse pelo menos um centroavante.

 A entrada de Moradei foi uma tragédia para o ataque alvinegro, nos deixando rendidos na defesa bagunçada, sem chance de criação e zero poder ofensivo.

Fiquei frustrada, decepcionada e com vontade de xingar todo mundo de roupa verde que atravessasse meu caminho. Reconheço. Contei para todo mundo que nem ligo mais para futebol, que eu estava mesmo era torcendo para o vôlei. Tudo mentira.

Passei os últimos dias de coração partido, tentando juntar os pedaços, esfriar a cabeça e lembrando que, apesar de termos tomado um baile de nosso maior rival, são só três pontos. Três pontos que podemos conseguir em qualquer outro jogo, contra qualquer outro adversário. Lembrei que faturamos absolutamente tudo neste ano, que seguimos bem posicionados na tabela do Brasileirão, e que eu confio no trabalho do nosso técnico, que, como eu, já disse querer a Tríplice Coroa.

Ouvi muita gente chorando as pitangas, xingando o Mano, pedindo a cabeça da Diretoria. E não acho que haja motivos para crise no Corinthians –aliás, como sempre, nossas crises somos nós mesmos que criamos. E historicamente em momentos inoportunos. Acho que nosso time –ou pelo menos o que sobrar dele após essa janela maldita– merece um voto de confiança neste momento. Muito mais do que nosso repúdio.

Fiscalização é necessário, mas indignação gratuita só tumultua. Vamos ter a sabedoria de enxergar que estamos passando por um momento de transição, mas ficar de olho no planejamento e nas reposições prometidas.

E aguardar calmamente a vingança, prato que se come frio.
O returno vem aí.
Aqui é Corinthians!

PS - E fiquem atentos, em breve teremos novidade do Centenário!

O cazá cazá jamais será
engolido a seco novamente

Sabe quando você sente alguma coisa, mas não consegue externar ? Então, aí estava eu ouvindo a coletiva do Mano Menezes querido no rádio, depois do jog(Ã)o de ontem entre Corinthians e Sport, e ele disse exatamente o que estava guardado no meu coraçãozinho. Depois da fatídica final da Copa do Brasil do ano passado, nossa relação (se é que existe isso) com o time de Recife jamais será a mesma. Uma vez disputada uma partida sanguinária como aquela –dentro e especialmente fora de campo–, o cazá cazá jamais será engolido a seco novamente.

Mas vingança é um prato que se come frio, já dizia alguém bem esperto, e aí o Sport resolver contratar o Leão. Então, apesar da boa equipe e do time nordestino ter vindo ao Pacaembu bem na miúda, alguma(s) coisa(s) tinha(m) que dar errado. E não adianta vir chorar as pitangas e colocar a culpa no árbitro, porque, se ele foi péssimo, foi para ambos os times. E nosso(s) pênalti(s)?

Mas levando em consideração apenas as equipes de cada lado, foi um dos maiores jogaços deste Brasileirão o confronto entre Corinthians e Sport, que acabou, naturalmente, numa vitória gloriosa do nosso Timão por 4 a 3. De virada, sofrida,disputada até os segundos finais. Eu gosto. E você?

Veja os gols de Corithians 4 x 3 Sport

Num momento de desatino de nossa equipe, o adversário abriu o placar. Mas, sim, nós temos Ronaldo. E o Gordo, inspirado ad eternum, estava lá para dar show com suas jogadas aéreas. Tá bom, verdade seja dita, ele cabeceou sem mal tirar o pé do chão, mas cabeceou, matou defesa, abateu o goleiro e balançou a rede. E é só isso que interessa no futebol mesmo, balançar a rede! Então, é 2 a 1 para nós e festa da Fiel.

Mas nossa Nação não é nem nunca foi feita de um homem só. E temos Cristian, que encheu o pé e fez a bola desaparecer a olho nu, reaparecendo só lá, no fundo do gol do Sport. E temos Moradei, craque, que em outro chutão salvou a nossa pele –quando, no segundo momento de desatino, o Timão resolveu deixar o rival empatar. Com destaque para Diego-gato na zaga, que está jogando muito. Foi apertado, mas foi emocionante até o fim. Pena de quem não conseguiu ir ao estádio e teve que apreciar apenas pelo radinho –nem no PPV deve ter sido tão divertido.

Rumo a todas as coroas que temos direito, domingo é lá em Minas.
Vamos chegar logo nesse G4. Aqui é Corinthians!!!

Bom fim de semana a todos.
E usem o Coringoogle para suas buscas na internet! (= momento merchan rs.)

O Corinthians relaxa

Começamos o ano pós-rebaixamento na expectativa de dias melhores. Vencemos a Copinha, ganhamos o Paulistão, faturamos a Copa do Brasil. Garantimos vaga na Libertadores no ano do Centenário e podemos finalmente andar assoviando pela rua, marrentos mesmo de sermos Timão. E o Corinthians, finalmente, relaxou.

Relaxou e caiu na festa na última quarta-feira (no jogo da TV, já que a Globo decidiu que a final da Libertadores com o Cruzeiro não tem tanta graça assim como o jogo do Timão… o que eu entendo perfeitamente, mas aí acho demais). Doente que estava, congestionada e tossindo que nem uma condenada, passei meu ingresso adiante e resolvi ver pela TV mesmo (abençoada seja a Globo que acha o Cruzeiro grande merda).

Ouvi dizer que teve fogos, que foi tudo muito lindo e glorioso. Mas aqui no meu lar, pegou mesmo foi a goleada de Ronaldo. Descontraído, como diria meu amigo-gênio Vitor Guedes, o camisa 9 deixou para trás aqueles chutezinhos meia boca que vinha arriscando nos últimos jogos para engavetar com classe e alegria nada menos que três. Três, minha gente! Lembrando sempre que quase todos os bons lances da partida começaram dos pés de Douglas, distribuindo bolas de risco, lá e cá, para quem quisesse atacar o Flu. E ainda deu tempo de Dentinho fazer o dele, beijar o antebraço direito, o antebraço esquerdo, a aliança, o pulso, o dedão do pé e correr para o abraço da Fiel.

Todo mundo muito relaxado. Solto em campo. Mostrando a mesma eficiência que vínhamos acompanhando, mas agora com clima de festa –rumo à tríplice coroa (já que podemos ganhar, eu quero sim, senhores). E foi nessa “vibe” que o Timão retornou à gélida Porto Alegre para enfrentar agora o time azul -já que o vermelho ficou pra trás com sua paródia dos Mamonas. Põe do DVD, minha gente!

Enfim, o Coringão desembarcou em POA, mas esqueceu de levar a defesa. Mano Menezes do céu, que eu adoro tanto, e de quem eu vejo todas as entrevistas do mundo sempre babando de admiração, não por nada mas eu acho que você demorou um pouco para mudar o time –que estava escancarado para o adversário, sejamos bem francos. Gente, quando estamos dependendo de Jorge Henrique na defesa de bolas aéreas dentro da nossa área, pára tudo peloamordeDeus!

Contra-ataque atrás de contra-ataque, o tricolor gaúcho só precisou de uma meia dúzia de piques para marcar três contra a gente. O Corinthians seguia relaxado, mas agora o clima não era de festa, não. Era de “que merda, e os três pontos que iam me levar uns andares acima nessa tabela do Brasileiro?”. Eu tenho para mim que o Juci deveria ter entrado bem antes e que o esquema tático deveria ter sido refeito assim que Jean conseguiu ser expulso –aliás, sejamos justos, esse árbitro era o maníaco do cartão amarelo. Socorro.

Descontraído –mas agora derrotado, depois da sova–, o Coringão voltou para Sampa, nesse clima agradável da segunda-feira, e André Santos tratou de esclarecer tudo o que nós jamais teríamos entendido não fosse por seu depoimento: “Uma hora perderíamos”. E ainda teve a graça de disparar: “Não somos o melhor time do mundo”.

Como assim?
Somos sim, querido. Aqui é Corinthians!
Volta Chicão. Volta William.

Na quinta eu to lá, só para te ver.

PS - Gente, super me perdi na contagem dos gols do Ronaldo, mas já já vou atualizar o bolão ok? Abraços.

O Timão é tri!!!

O que eu já tomei de bronca por ainda não ter postado nada sobre a vitória do Timão, não está escrito. Mas este blog é espaço de prazer, não de obrigação. De dividir alegrias, de debates, de críticas, sugestões e até de crises, por que não? Então eu estava aproveitando meu período de vitória-ressaca-sono, e agora volto à vida.

E volto mais feliz do que nunca, com esse título mágico que o Coringão conquistou na última quarta-feira. E pelo que soube e já conversei por aí, foi igualmente mágico não apenas para os sortudos que puderam ir a Porto Alegre e acompanhar o jogo e a festa de perto. Ouvi depoimentos vários de amigos que estiveram no Parque São Jorge e se emocionaram muito com a festa, com a massa, com a torcida de novo e cada vez mais presente nas terras sagradas que beiram a marginal. Soube de quem saiu para a Vila Madalena, que se acabou na farra e na bebedeira. Dos amigos que fecharam a Avenida Paulista para fazer bagunça, buzinaço e chacoalhar com orgulho suas bandeiras. As bandeiras do TRI-CAMPEÃO.

Um amigo, no estádio, me disse: ‘Foi mais difícil conseguir o ingresso do que ganhar o jogo’. E de fato foi assim. Com o resultado positivo que o Timão já tinha conquistado aqui em São Paulo, no jogo do Pacaembu, não precisava de muito para ser campeão. E quando, em meia hora de partida, abriu 2 a 0 no placar, respirei aliviada o ar frio do Beira Rio e pensei quieta, comigo mesma: “Somos campeões”. Ao contrário de outros que se empolgaram e começaram a cantar vitória, fiquei piano. Não curto isso. Até porque, futebol é uma caixinha de surpresas, como todos bem sabemos e lembramos, e eu não curto surpresa de mau gosto. Cautela e humildade não fazem mal a ninguém, mesmo quando o adversário precisa de cinco gols.

Dito e feito, o Inter continuou jogando bola –eu disse que final era coisa para time grande, vocês devem se lembrar– e trouxe mais emoção ao jogo.Empatou, o que me deu certa melancolia, porque a vitória é mais vitória quando a gente ganha. Mas acabou assim, empatado, e o título é nosso. A festa é nossa, o caneco vem para nossa casa. Junto de nossos heróis. E posso dizer que me sinto tão feliz e orgulhosa pelo nosso tri-campeonato quanto pela nossa equipe. Finalmente, depois de uma longa época de caos e sombra, conseguimos ter um time em harmonia, que joga bola com alegria, que trabalha em comunhão, que representa e honra o Timão como se fosse qualquer um de nós, torcedores, ali em campo.

E agora temos um Centenário e uma Libertadores a ser conquistada. Novo desafio lançado ao gênio Mano Menezes e a sua trupe, que, espero, continuem trabalhando com a mesma seriedade, serenidade e união de sempre. Porque, lembremos, as janelas estão aí, e atletas devem ir e vir, pelo menos alguns poucos (e isso seria bom para o Timão, que afinal de contas ainda tem dívidas e precisa pagar as contas). O ideal é que aconteça, nesta segunda metade de ano, o que aconteceu no ano passado: sigamos com um time com uma estrutura forte, uma base estável, para no ano que vem entrarmos fortões rumo ao título mais querido dos últimos cem anos.

Agora é ir para o Pacaembu na quarta-feira, aproveitar a véspera de feriado para fazer a segunda parte da festa, em casa, com o Coringão e a Fiel juntos de novo, e para sempre. E, por que não sonhar?, só para a temporada não perder a graça: RUMO À TRÍPLICE COROA! Vai, Corinthians!

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