O Corinthians (quase) ganhou
Depois de séculos e séculos sem jogo do Timão (já que domingo passado foi WO), voltamos com a programação normal deste blog, mas com um resultado para lá de anormal: eis que o Timão só QUASE ganhou dos saltitantes tricolores do Morumbi.
QUASE porque, além de perder gols imperdíveis, teve de engolir quadrado um lance impedido (30 cm em clássico é equivalente à distância daqui até o Japão, seu bandeirinha!) que acabou empatando a partida. E se gol impedido estava valendo, queria entender por que o NOSSO foi invalidado. Ainda por cima Ronaldo teve clemência e perdeu cara a cara com o goleiro. Então, acabou assim: um mísero pontinho e nossa QUASE vitória.
O Corinthians entrou forte em campo, com sua formação mais vencedora, ou seja, três atacantes. Defederico estreou com a 10 e a responsabilidade gigante de, em 90 minutos, se transformar em nosso novo maestro. Chicão estava fora, e a preocupação maior era essa, já que Paulo Henrique e William formam uma zaga eficiente, porém mais lenta.
No primeiro tempo jogamos basicamente no contra-ataque, e foi justamente de um lance como esse que nasceu o golaço de André Dias Ronaldo. A marcação são-paulina se enrolou inteira, André Dias matou o goleiro e praticamente fez contra, deixando para o Gordo (genialmente posicionado) apenas completar, com a categoria que lhe é peculiar. E a tarde ensolarada ficou mais feliz para todo mundo que é corinthiano.
Reveja o gol e tenha mais um momento de satisfação na vida
No segundo tempo, o jogo permaneceu mais ou menos igual. Nossa defesa eficientíssima, e o ataque adversário quase sempre adiantado –como também aconteceu no gol (e se você prestar bastante atenção, verá que além de Washington, que recebeu a bola, tinha mais uma dúzia de tricolores a frente de nossa linha de defesa). Defederico foi bem, mostrou agilizade, mas cansou logo. Juci não é brilhante, mas representa demais. E o ataque tentando, tentando, e desperdiçando.
O que mais me incomoda, preciso confessar, é Marcinho. Ele mata nossa esquerda, tanto no poder de ataque quanto na marcação. Percebam a dificuldade que é para Dentinho receber a bola e conseguir criar. André Santos cometia falhas na defesa, mas tinha talento e conseguia segurar a bola, e aí já era meio caminho andado para não tomarmos tantas investidas ali pela lateral.
O duro é que o Corinthians começa forte e inevitavelmente termina dependendo de Bill, Souza e Moradei, o que, convenhamos, dá uma certa melancolia, aquela vontade de sentar e até parar de xingar o árbitro, porque você ainda tem esperanças, mas já sabe que vai ser complexo.
Enfim, tem rodada a beça ainda, mas eu acho que seria mais agradável para todos nós se o Corinthians começasse a brigar com um pouco mais de veemência pelos três pontos. Senão, amigo, a gente vai ver Goiás no G4 e começar a achar normal.
Vai, Corinthians!