Tabus são para serem quebrados
“Estamos prontos”, comemorava um amigo no degrau logo abaixo de mim na arquibancada amarela do Pacaembu, logo após o fim do clássico deste domingo -o maior do futebol nacional. Corinthians e Palmeiras finalmente voltaram a se enfrentar como tem que ser: em São Paulo, com casa cheia. A NOSSA CASA CHEIA!

A partida deste domingo vai deixar lembranças na memória de muita gente. Primeiro pela festa que as torcidas alvinegras fizeram. E parabéns especial aos Gaviões da Fiel, que deram show de todas as formas possíveis, e ainda abriram o bandeirão novo, que, imenso, precisou de uma mobilização monstra para funcionar -e pudemos ver a Fiel unida e organizada por um show que acabou sendo de todos nós. Orgulho, orgulho da nossa torcida sempre.
Depois, claro, pelo mais importante: a vitória do Coringão. Estavam dizendo que havia um tabu aí na parada, de que não ganhávamos do Porco há sei lá quanto tempo… Beleza, se é para animar a disputa, dar mais sabor ao clássico e esquentar a torcida, que venha o tabu!
O Timão finalmente entrou em campo com o time que, com algumas adaptações (eu quero Ronaldo!) deve enfrentar nossas grandes e principais disputas, neste ano cheio de disputas. Mostrou estar afinado, bem posicionado e taticamente tinindo, daquele jeito que só Mano Menezes consegue fazer. E mostrou isso da pior (ou melhor?) forma do mundo: diante das dificuldades.
Começamos pegando fogo, e Jorge Henrique, o herói alvinegro, abriu o placar logo aos seis minutos do primeiro tempo com um… cabeceio! O Timão marcou, e a Fiel foi ao delírio, já se preparando para a sonhada goleada. Mas Roberto Carlos precisou de apenas mais dois minutos para destruir nossas perspectivas de uma tarde sem sofrimento. Ainda estou dividida entre ter paciência e pensar que aquela falta totalmente desnecessária no meio de campo foi excesso de vontade ou ter ódio e simplesmente concluir que ele foi irresponsável, nos prejudicou e poderia ter sido muito pior.
Assista ao gol de Jorge Henrique
Mas é justamente nesses momentos que temos a dimensão exata de que tipo de jogadores estamos confiando nosso coração corinthiano e nossas esperanças de ser campeões. E me senti extremamente satisfeita ao perceber que temos verdadeiros profissionais e, mais que isso, atletas de raça vestindo a camisa do nosso Coringão. Felipe e Alessandro, para mim, foram os grandes heróis da resistência. Danilo, que com a expulsão de RC teve de ser totalmente recuado e cumprir um papel quase impossível de volante-lateral-defensor, foi perfeito e responsável por inúmeros desarmes. Ralf está brilhando no meio de campo. E mesmo diante dos ataques incessantes do rival (na boa, acho que hoje foi batido o recorde mundial de escanteios em um só jogo), nos seguramos com firmeza e seguimos com algumas investidas.
Muito mais no primeiro tempo, é bem verdade. Mas conseguimos. Saímos vitoriosos, acabamos com essa história de tabu e, como bem disse meu amigo, “estamos prontos”. Finalmente pudemos ter a certeza de que estamos prontos para 2010, para nosso Centenário, para disputar uma Libertadores como ela tem que ser disputada e para brigar por todos os títulos que atravessarem nosso caminho.
A liderança é nossa!
VAI, CORINTHIANS!!!





