Archive for janeiro, 2010

Tabus são para serem quebrados

“Estamos prontos”, comemorava um amigo no degrau logo abaixo de mim na arquibancada amarela do Pacaembu, logo após o fim do clássico deste domingo -o maior do futebol nacional. Corinthians e Palmeiras finalmente voltaram a se enfrentar como tem que ser: em São Paulo, com casa cheia. A NOSSA CASA CHEIA!

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VEJA GALERIA DE FOTOS DO JOGO

A partida deste domingo vai deixar lembranças na memória de muita gente. Primeiro pela festa que as torcidas alvinegras fizeram. E parabéns especial aos Gaviões da Fiel, que deram show de todas as formas possíveis, e ainda abriram o bandeirão novo, que, imenso, precisou de uma mobilização monstra para funcionar -e pudemos ver a Fiel unida e organizada por um show que acabou sendo de todos nós. Orgulho, orgulho da nossa torcida sempre.

Depois, claro, pelo mais importante: a vitória do Coringão. Estavam dizendo que havia um tabu aí na parada, de que não ganhávamos do Porco há sei lá quanto tempo… Beleza, se é para animar a disputa, dar mais sabor ao clássico e esquentar a torcida, que venha o tabu!

O Timão finalmente entrou em campo com o time que, com algumas adaptações (eu quero Ronaldo!) deve enfrentar nossas grandes e principais disputas, neste ano cheio de disputas. Mostrou estar afinado, bem posicionado e taticamente tinindo, daquele jeito que só Mano Menezes consegue fazer. E mostrou isso da pior (ou melhor?) forma do mundo: diante das dificuldades.

Começamos pegando fogo, e Jorge Henrique, o herói alvinegro, abriu o placar logo aos seis minutos do primeiro tempo com um… cabeceio! O Timão marcou, e a Fiel foi ao delírio, já se preparando para a sonhada goleada. Mas Roberto Carlos precisou de apenas mais dois minutos para destruir nossas perspectivas de uma tarde sem sofrimento. Ainda estou dividida entre ter paciência e pensar que aquela falta totalmente desnecessária no meio de campo foi excesso de vontade ou ter ódio e simplesmente concluir que ele foi irresponsável, nos prejudicou e poderia ter sido muito pior.

Assista ao gol de Jorge Henrique

Mas é justamente nesses momentos que temos a dimensão exata de que tipo de jogadores estamos confiando nosso coração corinthiano e nossas esperanças de ser campeões. E me senti extremamente satisfeita ao perceber que temos verdadeiros profissionais e, mais que isso, atletas de raça vestindo a camisa do nosso Coringão. Felipe e Alessandro, para mim, foram os grandes heróis da resistência. Danilo, que com a expulsão de RC teve de ser totalmente recuado e cumprir um papel quase impossível de volante-lateral-defensor, foi perfeito e responsável por inúmeros desarmes. Ralf está brilhando no meio de campo. E mesmo diante dos ataques incessantes do rival (na boa, acho que hoje foi batido o recorde mundial de escanteios em um só jogo), nos seguramos com firmeza e seguimos com algumas investidas.

Muito mais no primeiro tempo, é bem verdade. Mas conseguimos. Saímos vitoriosos, acabamos com essa história de tabu e, como bem disse meu amigo, “estamos prontos”. Finalmente pudemos ter a certeza de que estamos prontos para 2010, para nosso Centenário, para disputar uma Libertadores como ela tem que ser disputada e para brigar por todos os títulos que atravessarem nosso caminho.

A liderança é nossa!
VAI, CORINTHIANS!!!

Doente. E nem consegui escrever sobre o jogo.
Mas hoje tem mais… Juntando forças.
Vamos que vamos.

A torcida onde ela tem que estar: dentro do clube

Foi lindo o encontro de todas as torcidas corinthianas homenageando os cem anos de Timão lá no Parque São Jorge. Como eu estava na maior pilha, esqueci a câmera. Tirei algumas fotos toscas com o cel, mas só uma se salva. E bem mais ou menos ainda. Já roubei outra do Twitter de @thicorinthians (espero que ele não me processe rs). Quem tiver mais, me manda. Vamos reunir as imagens dos bons momentos deste ano!

E logo mais tem Coringão!

Abraços centenários a todos.
E beijo especial para ACorinthiana, que tive o enorme prazer de finalmente conhecer ontem (encontro promovido por Yule Bisetto, thank you very much).

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O palco estava lindo, decorado com as bandeiras das torcidas

A qualidade é tosca, mas o momento, mágico: 'Salve o Corinthians'

A qualidade é tosca, mas o momento, mágico: 'Salve o Corinthians'

A Coringão Chopp, única torcida corinthiana que não faz Carnaval, levou a arquibancada para o Parque São Jorge e fez uma festa linda

A Coringão Chopp não tem Carnaval, e levou a arquibancada para o PSJ

Mais de @thicorinthians (agora com a devida autorização)

Mais de @thicorinthians (agora com a devida autorização)

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Chega de xororô, vamos para a festa

Pessoal, não esqueçam:

Sábado (23) tem pré-carnaval no ginásio do Parque São Jorge. O grupo Atitude 4 fará a abertura e depois teremos as baterias de todas as torcidas, apresentando os enredos do Carnaval 2010 que homenagearão o Centenário do Corinthians.

Sócios entram de graça. Mulheres pagam R$ 10 e homens, R$ 15. Ingressos já à venda!

VAMOS CHEGAR!!!

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As homenagens estão em boas mãos

Eu sempre achei que o mais importante no Centenário de um clube, especialmente de um clube como o Corinthians, fosse relembrar suas histórias. Resgatar sua memória e homenagear quem fez parte dela. Ensinar aos novos, como os velhos traçaram esse caminho, que até hoje nos enche de orgulho. Como escreveram a saga corinthiana, como transformaram o Corinthians no que ele é hoje, como criaram um time, seguido por uma Nação. Eu sempre achei que o mais importante, especialmente se temos a intenção de deixar neste mundo jovens corinthianos tão conscientes quanto apaixonados, fosse a memória.

Para comemorar o Centenário do Corinthians, pouco ou nada me importa show de Ivete, de Claudia Leitte e muito menos de Michael Jackson. O que essas pessoas têm a ver com o Corinthians? Que relação têm com o nosso time, com a nossa história, com a nossa raiz operária? Sempre me interessou, por outro lado, lembrar de Miguel Bataglia, de Flavio La Selva, de Idário, de Basílio, de Neto. De pessoas que ajudaram a construir o passado corinthiano, a história que vamos deixar para nossos filhos e netos, até que o próximo Centenário chegue e, espero, alguém se lembre de lembrar de nós –pois isso significaria que fizemos nosso papel e ajudamos o Corinthians a ser melhor e maior.

Até de Dualibs, Curis e Helus eu gosto de lembrar, pois precisamos manter acessa a memória do que jamais pode voltar a acontecer dentro de nosso clube. Do 2 de dezembro de 2007 eu me lembro vez ou outra, e assim posso sentir cada vez mais orgulho de estarmos prestes a disputar uma Libertadores com Ronaldo e Roberto Carlos.

Enfim, pensando nisso tudo, sugeri aos meus amigos da Comissão do Centenário que criássemos uma “Calçada da Fama”, e que no período de setembro de 2009 a setembro de 2010 nos dedicássemos e relembrar os momentos mais importantes e marcantes da história do Corinthians –e não apenas do futebol–, prestando homenagens às pessoas que permitiram que tantos sonhos passados se transformassem, hoje, em realidade para nós.

E assim homenageamos alguns dos heróis do título de 77 em outubro. Fizemos uma linda reunião com a Fiel em dezembro, para garantir que o maior deslocamento humano em tempos de paz jamais fosse esquecido. E assim também começamos, em novembro passado, a pensar em como seria nossa festa de dez anos da conquista do Mundial. Naquela época começamos a entrar em contato com os primeiros jogadores que seriam homenageados, mas de cara encontramos dificuldades para agendar uma data, pois muitos ainda atuam por clubes de outros Estados (e estariam no início do campeonato ou em pré-temporada) e outros vários já haviam planejado férias com a família.

Optamos por não desistir de comemorar um de nossos títulos mais importantes, e trabalhamos muito para que a celebração ocorrida ontem no Pacaembu se realizasse. Fazer uma ação dentro de um estádio de futebol não é coisa simples. Muitas permissões são necessárias, muitas liberações exigidas, muitos pedidos negados. E, quem diria?, nosso problema maior viria justamente dos jogadores que elegemos para, em nome do time de 2000, receberem essa homenagem. Estava tudo pronto, confirmado, e alguns deles simplesmente não apareceram. Sem ligar, sem dar satisfações a quem os estava esperando –e não me refiro apenas a nós, que organizamos o evento, mas principalmente aos milhares de torcedores que entraram mais cedo no estádio para homenageá-los.

Na hora fiquei chateada, com raiva. Com tristeza por tanto trabalho ter sido quase em vão. Hoje, pensando melhor, acho que a justiça foi feita. Quem fez questão de estar lá, de marcar seus pés no nosso concreto e na nossa história, de honrar o Corinthians e a Fiel Torcida, esses foram homenageados. Quem não fez, nos salvou de um grande erro: deixar para a história falsos ídolos.

A plaquinha que os homenageados por nossa “Calçada da Fama” ganham traz a inscrição: “Esta é uma homenagem do Corinthians, no ano de seu centenário, aos atletas que marcaram sua história e honraram sua camisa”. Hoje eu sei que elas estão em boas mãos. Apenas em boas mãos.