Corinthians celebrity

O Corinthians está muito famoso na terra da rainha.

O Coldplay, em sua passagem por São Paulo, mostrou que é Coringão, priorizando o Pq. São Jorge ao Morumbi, numa visita a Ronaldo na manhã chuvosa desta quinta. Chris Martin amarelou para a chuva, ficou com medo de perder a voz (afinal, quem pagou centenas de reais pelo ingresso do show quer no mínimo ouvir o cara cantar né não?). Mas os outros integrantes da banda, que, confesso, não sei o nome e nem nunca reparei, estiveram lá, super se divertiram, bateram bola e fizeram amizade com os craques alvinegros.

A foto é minha mesmo: Débora Miranda muita qualidade no fotojornalismo

(A foto é minha mesmo: Débora Miranda muita qualidade no fotojornalismo)

Além de naturalmente acompanharem o Paulistão e de terem vibrado com a vitória corinthiana na Copa do Brasil (eles assumiram que têm tudo em DVD), os músicos disseram que estão levando a sério o projeto “100% Libertadores”. E que sentem muito orgulho toda vez que passam pela propaganda da Nike exposta em Londres:

londres

Peixe palhaço

A imprensa aplaude o desempenho do San7os, no que eles gostariam que fosse um clássico (sonhem…), realizado na Vila Belmiro neste domingo. Um jogo desleal, cheio de palhaçada, e com um árbitro que, Deus me livre e guarde, se não é mal intencionado deve ter bombado no curso de regras do futebol.

Pausa para dois momentos memória, pois há coisas que não se deve esquecer na vida:

arbitroClique na imagem para ler a reportagem do Globo Esporte.com que mostra que o árbitro José Henrique de Carvalho deu dois cartões amarelos para o mesmo jogador, em partida contra o Corinthians em 2008, mas não o expulsou.



Pois bem, esclarecido isso, eu vou aplaudir o Corinthians, porque o blog é meu e eu aplaudo quem eu quiser e bem entender, na vitória ou derrota.

Jogamos bem meia boca, é verdade, no primeiro tempo, mas Felipe mostrou mais uma vez que vira monstro nos momentos de dificuldade. Defendeu uma cobrança de pênalti sem dar inacreditavelmente NENHUM passo a frente, sem se adiantar… Foi incrível e só isso já valeu os primeiros 45 minutos.

Depois veio o chute de Dentinho de bicicleta –aliás, Dentinho estava precisando mesmo voltar a campo; mostrou disposição, energia e raça até o fim–, obra de arte do futebol, que devia muito ter entrado, mas não entrou. Ainda assim, ele não desistiu de tentar, e quando desperdiçou mais uma chance, agora na trave, ainda teve pique de se levantar, alcançar a bola e balançar a rede.

E começava a virada alvinegra. Então, o sr. Árbitro resolveu dar um jeito. Distribuiu cartão para todo mundo. Foram nada menos que sete amarelos, mais dois que resultaram em dois vermelhos. E a maioria por absolutamente nada. Por reclamação. E quando você tem um time inteiro reclamando na sua orelha, aprende que alguma coisa você está fazendo errado. Como diria a sábia Leonor, auto-crítica é algo necessário.

Mas o Corinthians é o Corinthians, é mesmo nos dias de lama, briga até o fim. Vieram todas as assistências de Ronaldo, e mais um gol de Tcheco que inacreditavelmente não se concretizou.

Perdemos. Acontece. Mas Ronaldo bem disse: o que interessa é a final, e estaremos lá. Se o Fenômeno promete, eu acredito. Afinal, eu sei escolher meus ídolos. E eles não têm 17 anos.

O primeiro jogo do resto de nossas vidas

A quarta-feira demorou tanto a chegar, que quando finalmente chegou já estava todo mundo exausto de ansiedade –e alguns um pouco bêbados. Cinco horas antes de o jogo entre Corinthians e Racing começar, as redondezas do Pacaembu já estavam movimentadas. O bar enchia aos poucos. A cantoria e os rojões foram se intensificando. Até finalmente o grande momento de entrar no estádio, sentar-se em seu habitual lugar da sorte, com sua camisa da sorte, seu São Jorge da sorte, seu radinho da sorte e esperar que os craques alvinegros entrassem em campo e trouxessem de uma vez por todas a sorte para o nosso lado. Afinal de contas, é ano do nosso Centenário, Deus é fiel, e a gente merece mais.

Eu já tinha cumprido todo o ritual, enchi algumas bexigas e estava pronta para a festa. Coração batendo forte. Apito do árbitro, e desce o bandeirão. Tradição é tradição, e isso também dá sorte. Ouço no meu fone de ouvido o narrador gritar gol. Meio desanimado, mas era gol. Fiquei na ansiedade. Gol de quem? Alguns torcedores perto de mim entraram em pânico, “recolhe o bandeirão, recolhe”. Como se houvesse replay, como se ainda fosse dar tempo de ver o que estava acontecendo, como se ainda pudéssemos reverter o placar. Era o Pacaembu, não tinha replay, não podíamos reverter o placar, e o gol era dos uruguaios.

Eu não sei por que diabos isso aconteceu, mas foi nesse momento exato, enquanto finalmente o bandeirão era recolhido, que tive a certeza de que venceríamos. A minha angústia da semana toda foi-se embora, meu receio de uma tragédia também. E me restou apenas aproveitar o primeiro jogo da grande saga que será essa Libertadores.

O Corinthians, dentro de campo, pensou que nem eu. E correu atrás do prejuízo. Aparentando um pouco de nervosismo, os eleitos de Mano Menezes não deixaram, no entanto, de perseguir o que precisávamos naquele momento: a virada. E quem manja mais de virada do que o Povo Eleito? Não tem para ninguém! A Fiel empolgou da arquibancada, e não foi preciso mais que dez minutos para que o Timão empatasse, com uma das jogadas mais lindas dos últimos tempos –e que envolveu os três destaques do jogo: Ronaldo passou para Tcheco que, lindamente, colocou Elias na cara do go. Foi só delirar e correr para o abraço.

Mas o Timão parece que se acomodou com o empate, e a segunda metade do primeiro tempo foi morna. O Racing marcando duro, pesado, batendo a beça. O Corinthians ainda se afinando, em si mesmo e no estilo de jogo aguerrido, tradicional da Libertadores. Achei especialmente que as laterais precisavam ser mais utilizadas em nossos ataques, pois de lá vêm nossas principais chances de gol. Na direita, Alessandro parecia meio receoso, não lembrando em quase nada a ousadia demonstrada em jogos decisivos da última temporada. Na esquerda, RC se esforçava, brigava por tudo e por todos, disputava a bola, mas talvez o excesso de vontade ainda esteja atrapalhando um pouco. A frieza é tudo nesses momentos –o que não significa que o coração não tenha que bater forte e o sangue correr quente nas veias.

Tcheco, nosso atleta mais experiente em Libertadores, mostrou tudo o que sabia e brilhou muito no Corinthians. Ronaldo, apesar de não ter marcado, participou dos dois lances de gol e ainda deu show. E Elias mais uma vez apareceu no lugar certo e na hora certa para, aos 25 minutos do segundo tempo, sagrar e definir a nossa virada. E para provar que eu estava certa!

Foi sofrido, admito. Achei que teríamos mais facilidade para superar o que haviam me dito que era “o Rio Branco do Uruguai” (com todo respeito ao Rio Branco, claro). Falta um pouco de entrosamento e talvez até um pouco mais de pegada ao nosso time. Mas, apesar das falhas, gostei da participação de todos. Até de Defederico, que ainda precisa crescer, mas está na cara que tem talento. Foi excelente a entrada de Juci. E gostei de ver a Fiel dando uma força a Souza.

Ou seja: temos técnico, temos grupo, temos batalhadores e muita muita vontade. Temos, mais ainda, a Fiel, que, onde o Corinthians for, está em casa. Então, é ir à luta. Semana que vem tem mais.

Entrevista com Ronaldo

Rapaziada, tive a oportunidade de entrevistar o Fenômeno no Carnaval, depois do desfile dos Gaviões. Honra master!

Tá aqui ó: http://g1.globo.com/Carnaval2010/0,,MUL1490404-17812,00-ME+SEGUREI+PARA+NAO+CHORAR+DIZ+RONALDO+APOS+DESFILE+DOS+GAVIOES.html

O desfile dos Gaviões foi lindo, mágico, perfeito, cheio de emoção. Digno da nossa Fiel, digno do nosso Centenário Corinthiano. Orgulho de fazer parte dessa Nação. SEMPRE.

Nova camisa

Não basta ser roxa, tem que polemizar.
O que tem de tão errado em seguir as tradições?
Não entra na minha cuca quadrada.

E você? O que achou? Fala aí!

camisa